Discussão entre vereador e atendente do PS Infantil vira caso de polícia

O caso tem duas versões diferentes e foi parar no plantão permanente da Polícia Civil, onde o boletim de ocorrência foi confeccionado pelo delegado Geraldo Franco Pires

Divulgação
Vereador Abelardo disse que as filmagens vão provar que ele fala a verdade

Reclamações por demora no atendimento no Pronto Socorro Infantil, no Jardim Paraíso, resultaram num desentendimento entre o vereador do PMDB Abelardo da Costa Neto e a atendente da unidade de saúde, Keila Cristina, por volta da 22h desta terça-feira (25). O caso tem duas versões diferentes e  foi parar no plantão permanente da Polícia Civil, onde o boletim de ocorrência foi confeccionado pelo delegado Geraldo Franco Pires.

Na delegacia a atendente deu sua versão dos fatos e revelou que Abelardo entrou no PS alegando que era vereador e questionou a demora no atendimento, passando a gritar querendo saber quantos médicos estavam no local naquela hora. Ela foi falar com seus superiores e pediu que aguardasse, mas ele não parou e derrubou o monitor do computador e seu telefone celular no chão. A Guarda Civil Municipal esteve no local, juntamente com o secretário de Saúde, André Gasparini Spadaro.

Em versão diferente, o vereador revela que foi acionado para comparecer no PS por causa da demora no atendimento e, chegando lá, perguntou com educação à atendente quantos médicos estavam trabalhando no local naquela hora. “Inicialmente nem falei que era vereador e ela me atendeu muito mal. Tenho várias testemunhas que presenciaram isso. Como falo gesticulando acabei batendo com a mão no monitor do computador que caiu em cima da mesa. As pessoas que estavam lá também podem confirmar isso, mas eu também quero ver as filmagens que vão mostrar que estou falando a verdade. Estou tranquilo. Fiz meu papel de vereador para defender as pessoas que estavam se sentindo prejudicadas”, defendeu-se o parlamentar.

Agora deverá ser aberto um inquérito policial para apuração dos fatos. Também a secretaria de Saúde fará um levantamento de tudo que aconteceu para certificar se houve demora no atendimento, quantos médicos estavam trabalhando, assim como ouvir testemunhas que presenciaram a discussão.

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