Você é ansioso?

Redação Diário | Diário Botucatu
por Dr. Ricardo de Souza Cavalcante – 

Um grupo de pesquisadores da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP e Associação Médico-Espírita de Botucatu estão desenvolvendo uma pesquisa para avaliar os efeitos do passe “espírita” sobre o tratamento de uma enfermidade emocional muito frequente, chamada de transtorno de ansiedade generalizada (TAG).

O passe é uma prática muito comum nas casa espíritas. Ela compreende uma imposição das mãos, sem que haja o toque, por uma pessoa treinada para este fim. No espiritismo, acredita-se que esta técnica permite a transmissão de energias para a pessoa assistida, trazendo-lhe conforto, principalmente emocional, e bem estar.

O objetivo desta pesquisa é medir o efeito do passe “espírita”, utilizando métodos científicos, no tratamento da TAG. A pessoa com este transtorno apresenta sintomas de ansiedade muito forte associada a cansaço, irritabilidade, sensação de fadiga, insônia, dificuldade de concentração e tensão muscular. Como ainda não existe um consenso dentro da psiquiatria de qual a melhor maneira de tratar este transtorno, este grupo de pesquisa optou por avaliar uma técnica alternativa, baseado nos achados de uma pesquisa prévia. Nos anos de 2014 e 2015, estes mesmos pesquisadores avaliaram o efeito do passe “espírita” no tratamento da ansiedade. Oitenta e três porcento dos voluntários que receberam o passe tiveram controle completo da ansiedade após oito semanas de terapia enquanto que aqueles do grupo placebo, que foram submetidos a simples imposição das mãos por uma pessoa sem a habilidade de aplicar o passe, o controle foi de 37%.

O estudo atual está sendo realizado com voluntários que apresentem o diagnóstico de TAG, mediante avaliação de um psiquiatra, e não estejam submetidos a outras terapias para este fim. Estes indivíduos são sorteados em dois grupos: um que recebe o passe “espírita” uma vez na semana durante oito semanas e o outro que recebe tratamento medicamentoso convencional. Ambos os grupos são acompanhados durante as oito semanas (2 meses) por um psiquiatra que avalia a eficácia de ambas as terapias. O estudo foi avaliado e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da FMB-UNESP.

As pessoas que se sentem ansiosas e que desejem participar da pesquisa deverão ligar para o tel: 14- 38116547 (secretaria do transplante), falar com Ariane e agendar um dia para comparecerem para entrevista, que será feita pelo médico psiquiatra, com duração aproximada de 20 a 30 minutos, para ver se existe a doença chamada transtorno de ansiedade generalizada e se a pessoa preenche os critérios para participar do estudo.

 

Dr. Ricardo de Souza Cavalcante –

médico infectologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu e presidente da Associação Médico-Espírita de Botucatu.

 

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