Proteja os animais dos fogos de artifício

Medidas feitas em casa amenizam efeitos do barulho dos fogos de artifício nos animais

Os animais ouvem o barulho dos fogos de artifício bem mais que nós, e podem ficar agressivos e estressados

É importante proteger os animais em casa contra o excesso de barulho causado pelos fogos de artifício. O veterinário Osvaldo Batista Neto explica como: “Para amenizar o medo deles devemos tomar medidas preventivas, como acomodá-los em um ambiente seguro e fechado, como um cômodo da casa, de preferência que possua maior resistência a sons externos; procurar colocar brinquedos e objetos que o animal esteja acostumado e goste, para deixá-lo o mais à vontade possível”, detalha Neto.

“Já durante o momento da soltura de rojões procure evitar pegar o animal no colo como forma de protegê-lo ou até mesmo mimá-lo, pois isso fará com que ele sempre sinta medo nesses momentos. O ideal é brincar com ele e distraí-lo, agindo como se aquilo fosse algo natural e que ele não precisa ter medo”.

O veterinário completa que, para animais que ficam muito desconfortáveis nessas situações, o uso de um tranquilizante pode ajudar, mas o medicamento deve ser prescrito por um veterinário. Neto também aponta que outra saída para os pets mais sensíveis é passar por um processo de dessensibilização com um adestrador.

Se encontrar um animal assustado na rua

Já se durante a queima de fogos durante este Ano Novo você encontrar um animal assustado na rua, a ajuda está liberada, mas tome cuidado. “Nesta situação devemos procurar tomar muito cuidado, pois ele encontra-se muito assustado. Movimentos bruscos devem ser evitados, ao invés disso devemos nos aproximar com cautela e devagar, sem acuá-lo”, coloca Neto.

“Pode-se tentar oferecer petisco ao algum alimento para atraí-lo e chamar sua atenção, no entanto, nessas situações o animal está sob uma grande descarga de adrenalina no seu corpo, o que fará com que dificilmente aceite algum alimento”.

O profissional ainda afirma que não se deve correr atrás do animal, mesmo que o intuito seja protegê-lo. “De forma alguma devemos correr atrás do animal, isso fará com que ele corra mais ainda e possa sofrer algum acidente. A forma correta de se aproximar dele é abaixando e falando calmamente”, ensina.