Tucanos descendo do muro…

Redação Diário | Diário Botucatu

O muro dos tucanos balança dentro da Câmara Federal. O líder da bancada, deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP) afirmou ontem que não está dando mais pra segurar a debandada, principalmente depois que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso passou a defender a renúncia de Michel Temer e a escolha de um novo governo pelo voto direto.
TUCANOS DO OUTRO LADO DO MURO
Mas o bloco do qual fazem parte os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) – que luta para salvar seu mandato depois de ter sido flagrado sendo socorrido com R$ 2 milhões dos padrinhos da Friboi – Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) – que foi candidato a vice-presidente na chapa de Aécio em 2014 – e José Serra (PSDB-SP), ainda continua fechado com Temer no enfrentamento político e jurídico das denúncias, sem admitir renúncia, presidente tampão ou Eleições Já.
TUCANOS OLHANDO PARA 2018…
O principal argumento político desse grupo – além de encontrar um jeito de salvar a própria pele nesta confusão entre contas eleitorais e dinheiro de caixa 1, caixa 2 e malas de couro importadas – é o apoio já costurado do PMDB ao candidato tucano em 2018, que garante mais tempo de televisão no horário eleitoral e bons palanques em alguns estados onde os tucanos não possuem grande expressão política.
TUCANOS NA MOITA
Essa possibilidade serve para manter sob rédea curta o governador de SP, Geraldo Alckmin, que praticamente corre sozinho hoje na raia tucana presidencial rumo a 2018, tendo à sombra seu pupilo, o prefeito de São Paulo João Dória Júnior, no caso de qualquer eventualidade que impeça sua candidatura de prosperar. Aécio e Serra, os outros combatentes que sonhavam com uma candidatura ao Planalto, já sofreram baixas irreparáveis e estão fora do páreo.
DURO DE CARREGAR…
O problema é que na campanha de 2018, o que vai ser discutido é tudo o que aconteceu no submundo da política brasileira pelo menos em 2014, 2015, 2016 e 2017. E as decisões pragmáticas de hoje podem abrir telhados de vidro difíceis de explicar para o eleitor na campanha eleitoral do ano que vem. E se Temer ainda for o presidente e o PSDB ainda fizer parte de seu governo, o candidato tucano será o candidato do Governo Temer.

VAI PEGAR FOGO!
As eleições gerais de 2018 vão ser o tira-teima das eleições de 2014. É o Brasil meio a meio de novo?
TEMER CHAMA DENÚNCIA DE FICÇÃO
Esquece que o Brasil inteiro está assistindo a uma história da vida real. Nem ele acredita no que disse.

E A RODRIMAR?!
Na baixada santista – e até no interior paulista – tem gente que treme toda vez que o nome da empresa Rodrimar, com sede em Santos (SP) é ligado com mais ênfase às investigações da Operação Lava Jato. E o nome da empresa aparece sempre vinculado ao circulo mais íntimo do presidente Temer, que desde a época em que era deputado federal pelo PMDB paulista tinha muita influência nas decisões e nomeações referentes ao Porto de Santos, o maior da América Latina.