Rose pede CEI para investigar doação a Caldas, que apresenta defesa

Durante sessão na Câmara Rose Ielo pediu abertura de Comissão Especial de Investigação e também afirmou que a doação foi feita pelo Fundo Municipal de Saúde

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Por Stéfano Garzezi Cassetari

Circulou através do aplicativo WhatsApp um documento apontando uma doação de campanha para o candidato e atual vice-prefeito de Botucatu, Antonio Luiz Caldas Júnior (PCdoB), no valor de R$ 10 mil, onde é citado o Fundo Municipal de Saúde, do qual ele foi presidente quando era secretário de Saúde, até 2012. Assim, foi feita uma orientação do TCU (Tribunal de Contas da União) e TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para Justiça Eleitoral local averiguar a questão.

Em poder desse material a vereadora Rose Ielo (PDT) declarou que quer a abertura de uma CEI (Comissão Especial de Investigação) para analisar o caso na Câmara Municipal e em sua fala também afirmou que a doação foi feita pelo Fundo.

Mas segundo o próprio Caldas e também nas palavras de Igor Ignácio, chefe do Cartório Eleitoral, essa afirmação não pode ser feita.

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Para o vice-prefeito, Rose está tentando criar um fato político contra ele. “Eles [TCU e TSE] cruzam dados e pedem esclarecimentos. A vereadora Rose quer fazer exploração política, ser juíza do que compete para justiça eleitoral julgar. Ela fez afirmações de que recursos da minha campanha vieram do Fundo, teriam sido transferidos para a minha conta. Quem tem que provar é ela que está acusando. Isso é um absurdo e não tem nenhuma evidência bancária. Houve doação e quem doou fui eu; tenho meios para isso. A Rose não acostumada a conviver com quem trabalha, tenho emprego lá na Unesp há 40 anos, não vou admitir uma pessoa dessas falar isso e não tenho mais nada com o Fundo há quatro anos”, afirma Caldas.

Caldas promete tomar providências na justiça contra Rose Ielo, mas preferiu não dar detalhes. “Seria grave se fosse um crime, mas ainda mais grave e também crime é dizer que o cara cometeu algo. Ela falou que tem documentos, então tem que apresentar publicamente. Está claro que ela quer causar prejuízo eleitoral contra a minha pessoa. Qualquer pessoa que não seja leviana e baixa deveria se informar mais antes de dizer algo assim”.

Igor Ignácio entende que o posicionamento de Rose Ielo foi precipitado. “Acredito que foi precipitado, ela não veio ao cartório e não teve acesso ao processo. Ficou um texto fora de contexto, para arrumar pretexto. A justiça abriu um prazo para a manifestação do Caldas, ele entregou uma documentação mostrando que tem lastro para isso, para essa doação, de onde veio o dinheiro. Agora vai ter um parecer da Justiça Eleitoral. A Justiça Eleitoral de certa forma, por conta do Mensalão e do Petrolão, que financiaram campanhas, primeiro deu a paulada. Bons também acabam pagando pelos maus, ou pelo menos tendo que se explicar”.

Segundo o chefe do Cartório Eleitoral, o caso de Caldas não se trata de denúncia, mas de alerta e de averiguação. “Mas o único órgão competente para analisar essa questão é a Justiça Eleitoral”, finalizou Igor Ignácio.

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