A resposta para a pergunta que Temer não sabe responder está na cara dele…

O PRESIDENTE ZOMBA NA CARA DA SOCIEDADE BRASILEIRA

Redação Diário | Diário Botucatu

A resposta para a grande dúvida do presidente é muito simples: colocá-lo na presidência da República não foi um plano inexplicavelmente arquitetado por Deus.

Foi o plano definido e implementado por um grupo de homens e mulheres que se aliaram para evitar ser arrastados junto com o PT e seus tesoureiros para o centro das investigações da operação Lava Jato.

Mas, não se sabe se por vontade de Deus, ou obra do destino, o plano não deu muito certo. Será que faltou combinar com os russos, como se dizia nos anos 60, no tempo da guerra fria?!.

Não. O que faltou, foi combinar com os cúmplices flagrados, que para não serem arrastados para a cadeia, preferem o caminho de contar o que sabem em troca de uma pena mais branda e o direito de poder usufruir, mais cedo, da garantia de viver em liberdade.

Ao aparecer na televisão, em horário nobre, conduzindo aquela fila de ministros e líderes de sua base no Congresso Nacional para acompanhar seu pronunciamento – contestando o teor da denúncia feita pelo procurador Rodrigo Janot – o presidente Michel Temer zomba, conscientemente, da sociedade brasileira.

Tendo à sua frente pelo menos uma dúzia de capitães da organização criminosa que se instalou no Estado brasileiro – e que representam na cerimônia todos os que fazem parte dessa teia nos ministérios, nas empresas estatais e no blocão de deputados e senadores que segura as pontas no Congresso Nacional, Temer ousa afirmar que sua preocupação é mínima, sob o ponto de vista jurídico.

A situação de Temer é tão complicada sob o ponto de vista político e jurídico, que bastaria responder a uma pergunta para ligá-lo definitivamente aos seus ex-aliados dos governos Lula e Dilma que já se encontram com hospedagem garantida no sistema prisional por decisão do Poder Judiciário:

A pergunta que a sociedade brasileira gostaria que Temer respondesse com sinceridade, talvez fosse a seguinte:

“Dize-me com quem andas e como foi o acordo que todos vocês fizeram juntos no verão passado?”

E para ter essa resposta, vai bastar olhar para o painel de votação da Câmara Federal quando os deputados decidirem em plenário se autorizam ou não que Temer seja processado no Supremo Tribunal Federal. Os nomes dos cúmplices vão estar na coluna que mostra os votos “Não”.

Mas do lado “Sim” também vai ter gente que já andou de mãos dadas com o sistema, mas neste momento prefere ficar de bem com a opinião pública, por um motivo muito simples: não dá pra defender publicamente um governo com apenas 7% de apoio popular. É suicídio político