Os nomes serão os mesmos: a sociedade é que precisa mudar o seu jeito de escolher…

Redação Diário | Diário Botucatu

Em 2018, pelo menos para presidente, provavelmente, a escolha do eleitor se dará entre os mesmos nomes de sempre, representando os mesmos partidos de sempre, fazendo campanha daquele mesmo jeito que sempre fizeram.

O eleitor vai ter que resolver o que fazer com essa turma inteira que representa ideias, intenções e interesses nem sempre claros: a sociedade terá o direito de manter ou reciclar, com base na percepção que possui de cada um.

Isso é o que vai acontecer no dia em que cada brasileiro sair de casa para exercer seu dever de cidadão, depois de assistir ao reality show mais esclarecedor que – nunca antes na história deste país – aconteceu com tamanha audiência, atenção e riqueza de detalhes.

O mesmo fenômeno que está acontecendo com boa parte dos nossos líderes partidários nacionais (inclusive alguns dos chamados presidenciáveis), também vale para aqueles que pretendem ser candidatos a deputado estadual, federal, senador e governador.

Provavelmente, na hora da decisão de cada eleitor minimamente politizado, vai valer o velho “dize-me com quem andas…”. No horário eleitoral, vai ficar claro quem se juntou com quem e por quais motivos. E nessa hora vai dar para enxergar perfeitamente como é que o tabuleiro político se organizou para tentar manter tudo como está.

É a democracia. Funcionando a pleno vapor. E garantindo à sociedade o poder de mudar ou de manter, de rejeitar ou de aprovar, e depois apertar a tecla “confirma”. É muito simples escolher bons governantes. Todo mundo sabe disso. O problema é que quem define o cardápio é o sistema político, que quer manter pedra sobre pedra, tudo exatamente como está. Afinal de contas, se está ruim, para o Brasil, alguém saiu ganhando.

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