O MEDO DE LULA; E O MEDO DOS ADVERSÁRIOS DE LULA

Redação Diário | Diário Botucatu
Pedro Manhães
– EDITOR DBPRESS –

Se a eleição fosse na semana passada, Lula (PT) teria em torno de um terço das intenções de voto em conta arredondada, independente de quem sejam seus adversários nas eleições presidenciais de 2018.

Os adversários de Lula, somados, teriam dois terços, mas individualmente cada um deles tem hoje, no máximo, metade da intenção de voto consolidada do ex-presidente barbudo, que de bobo e de tonto não tem nada.

E raciocina movido por aquele vício da cachaça, que todo mundo conhece e alguns até curtem.
Além do conhecido bordão “eu não sabia de nada”, dito com cara de surpreso em rede nacional, para não abalar o sonho de perpetuar o PT no poder indefinidamente, com as necessárias eleições no meio do caminho, por meio do controle da máquina do Estado e suas relações afetivas com a iniciativa privada.

Mas é ele, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva o líder absoluto de intenção de voto segundo o Data Folha. Se a eleição fosse na semana passada ele teria chegado bem à frente no primeiro turno e estaria iniciando a campanha no segundo turno em condições de vantagem em 1 em cada 10 cenários. São números. Críveis.
VOLTANDO NO TEMPO

A temperatura política do país só cresce desde aquele embate entre verdes, azuis, vermelhos e tricolores que foram os atores das eleições presidenciais de 2014. Que teve até avião caindo de bico em uma cidade paulista praiana. E um lado chamando os outros lados de bandido.

Foi lá, que todos esses atores que hoje permeiam o noticiário com suas declarações protocolares a respeito da gravidade da crise se enfrentaram. Sem limites éticos. Nem princípios inconvenientes. E o final foi praticamente meio a meio. Metade do Brasil acreditando na Dilma Vermelha (e tudo o que vinha junto).. Metade do Brasil depositando suas fichas no Aécio Azul (sem imaginar que ele era tão amigo dos amigos do Lula e do Temer)

Talvez tenha sido a grande batalha da política brasileira em regime democrático desde que esse país virou República. Mas isso será uma questão para os nossos competentes historiadores contemporâneos, os que são capazes de construir com mais clareza essa linha do tempo.

NARRANDO O JOGO!

Lula, que segundo pesquisa do Data Folha teria a simpatia e o voto de cerca de um terço dos brasileiros é um homem que realmente parece estar motivado para encarar seus velhos adversários frente a frente..

Vai ser julgado em primeira instância a qualquer momento pelo juiz Sérgio Moro por crime de corrupção. Mas tem amparo jurídico de porte pronto para encarar esse duelo jurídico talvez sem ter que ficar muito tempo preso, por causa dos recursos aos tribunais superiores.

Sua prisão, se ocorrer, o deixaria na mesma condição que os tesoureiros de todas as campanhas nacionais petistas, os coordenadores nacionais do projeto de poder do PT (ex-ministros importantes, como José Dirceu e Antonio Palocci, por exemplo) e alguns de seus parceiros empreiteiros de obras públicas superfaturadas.
Lula é um político profissional há 40 anos, às vezes tem gente que esquece disso. Talvez, nem a prisão seja capaz de abalar sua forte aceitação junto a um segmento significativo da população brasileira. A cadeia até poderá fazer crescer essa simpatia. Lula vai querer posar de preso político para o planeta. E tudo o que Lula quer agora é chamar atenção para si mesmo. Afinal de contas, pretende ser candidato a presidente do Brasil.

São os fatos negativos trabalhando como vento à favor. Se Lula for para a cadeia, vai com a consciência de que é apenas o primeiro ex-presidente a chegar, porque o Judiciário tem muito mais elementos contra Temer.

Lula posava de chefe, de relações públicas, mobilizador das multidões, talentos que Temer não possui, o atual presidente atua em posições mais rasteiras. Acerta pessoalmente e manda seu assessor Rodriguinho buscar mala de dinheiro em troca de decisões do governo.

É escancarado.

A corrupção de Lula é refinada, sistêmica, projetada, diluída em planilhas e orçamentos, quase um Estado paralelo que suga receitas do orçamento público de um país aparelhado por uma organização política e todos os que fazem parte dessa cadeia produtiva, sem qualquer intenção de trocadilho.

Esta é a fotografia deste momento da opinião pública brasileira,segundo os números do Instituto DataFolha.

 

DE NOVO, O CANDIDATO A SER BATIDO

Se não for condenado e preso, Lula é o mais forte candidato a presidente nas eleições de 2018, segundo os números do DataFolha.

Se for preso, vira um mito que nasceria com o apoio de um terço da população brasileira, causar de grandes comoções e apelos fervorosos.

Seu staff
está pronto para a guerra jurídica e para o embate político. Sindicatos e movimentos sociais vão estar mobilizados

Se chegar em 2018 em liberdade para ser candidato a presidente, vai chegar com o tamanho político que tinha antes de se aliar ao PMDB (2002) e chegar à presidência da República com seus demais aliados, quebrando o sonho tucano de continuar voando, ao vencer José Serra, que tentava suceder FHC

 

OS ADVERSÁRIOS
DE LULA, PT & Cia

Dá pra dividir em dois grupos, que devem ir se afunilando no caminho até as eleições de 2018, data marcada para essa peleja, que promete ser recheada de todos os sabores e também da soma de todos os medos.

OS QUE DEFENDEM
O GOVERNO TEMER
Aquilo tudo, que o noticiário político esguicha na cara da gente em rede nacional analogica e digital praticamente 24 horas por dia e que hoje, segundo o Data Folha, tem apenas 7% de apoio da sociedade. PMDB, parte do PSDB, parte do PDT, parte do PPS, parte do PSB, parte do PV, PP, PR, PTB, DEM, PSC, etc… de cabo a rabo.

E OS 93% RESTANTES, menos o um terço que prefere o Lula. É uma eleição pronta para uma terceira via, só não se sabe ainda de onde ela vem e com que força.

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