O futebol congela o cenário da corrida presidencial

Bolsonaro segue líder, Lula segue preso, Marina e Ciro esticam o pescoço e Alckmin, Alvaro Dias, Meirelles e Cia buscam seu lugar ao sol.

Por Pedro Manhães

A última pesquisa do DataFolha sobre a sucessão presidencial não deve sofrer grandes alterações até a segunda quinzena de julho, quando o assunto principal do país deixar de ser o futebol e voltar a ser as eleições de 2018. Independente do Brasil voltar com seu sexto caneco na bagagem ou se perder pelos caminhos tortuosos do maior evento esportivo do planeta.

Se o Brasil vencer desta vez, a conquista não vai ser capitalizada por nenhum dos candidatos ao Palácio do Planalto. O desempenho da seleção hoje está dissociado do ambiente político, onde todos os pré-candidatos se dizem defensores da mudança.

Ninguém passa perto do discurso de continuidade. Nem pode. Afinal de contas apenas 3% dos brasileiros consideram adequado o governo do presidente Michel Temer: um prestígio do tamanho da margem de erro das principais pesquisas de opinião.

Assim como o Hexa não será capaz de transformar Temer em cabo eleitoral forte, a derrota na copa, provavelmente, também não terá forças para abalar ainda mais a imagem de seu governo. O Brasil tem hoje um governo do tamanho que é por puro (de) mérito próprio. E uma dúzia de candidatos a presidente incapazes de parecer o que não são. Com Copa do Mundo ou não.

Agora o jeito é torcer. Com alegria. Para o Brasil, onde a coisa tá russa faz tempo, acertar o passo e os passes.

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