O Brasil fazendo papel de bombeiro não tem graça

Redação Diário | Diário Botucatu
Maduro não quer palpite de fora no seu país e Aloysio hoje é um chanceler sem credibilidade

 

Quando o mundo olha para a América do Sul enxerga com clareza que o herdeiro de Hugo Chavez, o maluco presidente da Venezuela Nicolas Maduro, precisa ser contido em sua sanha de poder por não respeitar a vontade democrática da sociedade em um país que está à beira de uma guerra civil.

A fila de venezuelanos fugindo da pátria natal em busca de uma vida em um país mais estável do ponto de vista econômico e mais justo no que diz respeito aos direitos humanos não para de crescer. A fronteira brasileira é um dos trechos mais repletos de famílias a caminho de um novo lugar para viver.

Os pecados de Maduro:

Mandar perseguir e violar direitos de quem ousa discordar de suas decisões, garantir privilégios apenas para os apoiadores do regime, dar um golpe ao criar uma assembleia para fazer reformas na constituição sem levar em conta quem discorda de suas posições e por querer cortar os dois braços do ministério público venezuelano, que lá agora também começou a colocar as manguinhas de fora, enfrentando seu governo nos tribunais.

 Parece engraçado, mas não é.

Com que credibilidade nas costas o ministro das relações exteriores do Brasil, senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) – um dos mais ardorosos e apaixonados defensores de Michel Temer – parte para conversar com as autoridades chilenas, argentinas, uruguaias e colombianas para tratar da questão da Venezuela?

As posturas que se cobra do país vizinho de língua espanhola não valem por aqui: em bom português.

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