Guinada para a Direita de Alckmin deixa Marina no centro do jogo…

E Ciro Gomes como carro chefe das viúvas de Lula.

 

#ELEIÇÕES 2018#PRESIDENTE

por Pedro Manhães

Ao fazer sua curva para a direita e se aproximar dos partidos que são fiel da balança dentro do Congresso Nacional, o candidato a presidente do PSDB Geraldo Alckmin mostrou que sua intenção neste primeiro turno é partir pra cima do eleitorado não cristalizado do líder nas pesquisas Jair Bolsonaro (PSL).

A busca é trazer de volta um perfil de eleitor que tradicionalmente passou a votar nos tucanos depois que a rivalidade PSDB-PT se consolidou, a partir do início dos anos 90 e agora encontrou em Bolsonaro uma sintonia maior com seus valores,  princípios e postura política diante da vida.

Os estrategistas de Alckmin parecem acreditar, provavelmente baseados em pesquisa qualitativas, que desconstruir Bolsonaro é mais simples do que tentar tirar pontos de Ciro e Marina, que possuem um tipo de eleitor menos volátil, já que ambos tem retrospecto eleitoral em disputas majoritárias. Bolsonaro ainda não. É estreante nesse jogo de gigantes.

Ciro deve capitalizar muito pouco com o reposicionamento de Alckmin. Seu eleitorado tem perfil bem diferente, bem mais afinado com as posições do eleitor que se denomina de centro esquerda ou esquerda democrática. Por ter se colocado como única alternativa viável de voto para quem quer Lula fora da cadeia, sua guinada foi no sentido contrário do ex-governador paulista, se aproximando das forças mais à esquerda, buscando a simpatia dos eleitores do ex-presidente preso em Curitiba.

Com seus movimentos, Alckmin e Ciro entregaram para Marina Silva a confortável e agradável prerrogativa de ocupar o centro do espectro político brasileiro, de representar o caminho do meio nestas eleições presidenciais. Agora existe uma mulher sentada no centro da mesa que vai definir quem será o próximo presidente do Brasil. E uma social democracia que no Brasil deixou de ser centro-esquerda.
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