Com Paulo Skaf, a Fiesp não consegue mais ser uma voz forte

Redação Diário | Diário Botucatu
Predio da Fiesp: entidade pode acabar pagando “o pato”

A ex-poderosa Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) está contaminada pelos interesses político-partidários: hoje não é muito diferente da maioria dos sindicatos de trabalhadores, que historicamente não passam de uma rede auxiliar de algumas das nossas siglas partidárias.

Paulo Skaf, o presidente da mais importante entidade empresarial do país, está fazendo política partidária e traçando objetivos eleitorais sentado em uma cadeira que deveria ser independente, para conseguir dialogar de forma eficiente com os governos e deixar claras suas verdadeiras posições e motivações para a sociedade.

A Fiesp hoje é absolutamente omissa em relação à grave crise política que o país atravessa. Seu presidente é filiado ao PMDB, virou afilhado político de Michel Temer, está sendo investigado pela Operação Lava Jato por ter recebido recursos eleitorais do esquema da Petrobrás quando foi candidato a governador de SP em 2014.

Qualquer hora alguns colegas do japonês da Federal podem estacionar na porta do imponente prédio da Avenida Paulista. E aí?! Como é que fica o pato de plástico?

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