Aprovação de PEC sobre teto para gastos foi madura, diz Milton Monti

Deputado Federal afirma que "tivemos o modelo adotado nos últimos 15 anos que não produziu nada, aliás, produziu 12 milhões de desempregados”

Milton Monti afirma que aprovação foi maduraStéfano Garzezi | Diário Botucatu
Milton Monti afirma que aprovação foi madura

A aprovação da PEC 241, que segundo o Governo Federal visa limitar o crescimento dos gastos públicos, fixando como teto a inflação passada, segue gerando polêmica. De um lado, críticos afirmam que no Brasil, por exemplo, se investe US$ 591 per capta em saúde, enquanto que na Argentina são US$ 1.167 e nos EUA US$ 4.307, precisando de mais recursos no setor. Os investimentos estão estáveis há 15 anos, em torno de 1,7% do PIB, mas a estimativa é de que, com a medida, deva encolher para 1%, segundo pesquisadores tem declarado na imprensa.

Deputado federal que representa a região e ligado ao governo do presidente Michel Temer (PMDB), Milton Monti, o Miltinho (PR), afirma que “o Congresso, com maturidade e responsabilidade, tomou a melhor decisão” ao aprovar a PEC 241.

“Tivemos o modelo adotado nos últimos 15 anos que não produziu nada, aliás, produziu 12 milhões de desempregados e um PIB negativo. Esse sistema estava alicerçado no gasto público. A ideia era mudar para um sistema de controle de gastos que possa recuperar a confiança dos investidores daqui, de fora e retomar o crescimento”, disse Miltinho.

Para o deputado, haverá a retomada do crescimento, da geração de empregos e fim dos gastos descontrolados. “Os investimentos privados vão aumentar, gerando emprego e renda. O maior programa social que um governo pode oferecer é emprego, não é bolsa A, B, ou C. Não dava para manter o sistema anterior com gastos descontrolados, acima do que se pode gastar. Teremos um controle maior dos investimentos públicos, trazendo o orçamento mais perto da realidade”, defendeu o parlamentar.

Vice-prefeito afirma de PEC 241 “puxa crescimento para baixo”

Caldas: “Quem vinha falhando gravemente era o governo federal e agora vai piorar muito para os municípios”Sidney Trovão
Caldas: “Quem vinha falhando gravemente era o governo federal e agora vai piorar muito para os municípios”

Para o vice-prefeito de Botucatu, o médico, professor da Unesp e ex-secretário da Saúde Antonio Luiz Caldas Junior (PCdoB), a PEC 241 preserva os interesses dos banqueiros e vai piorar a situação dos municípios.

“Ao definir o novo regime fiscal, congelando o orçamento público federal nos próximos 20 anos, o governo dá um golpe de morte em toda a expectativa de melhoria nas políticas sociais brasileiras. É evidente que o país precisa de um reequilíbrio fiscal, mas a PEC 241 não mexe no principal sorvedouro dos gastos públicos que são as altíssimas taxas de juro pagas pelo governo”, comentou.

A PEC 241, ainda de acordo com o vice-prefeito, “preserva os interesses dos banqueiros, sacrificando a tão esperada melhoria da saúde, da educação, da moradia popular, suadas conquistas do povo brasileiro”. Ele cita o exemplo da saúde: “O caso da saúde é escandaloso. O investimento público em saúde já era ruim: cerca de 500 dólares ano, por habitante, abaixo da média mundial. Atrás da Argentina, de Cuba, do México. E muito atrás dos países desenvolvidos que gastam de 6 a 8 vezes mais. Quem vinha falhando gravemente era o governo federal e agora vai piorar muito para os municípios, que estão no seu limite, colocando o dobro do que a constituição os obriga investir em saúde”.

“A PEC puxa nosso crescimento para baixo, e o governo está sendo pai perverso que corta a comida, a escola, o lazer dos filhos para pagar os juros escorchantes da dívida impagável que a financeira lhe cobra”, finalizou Caldas.

 

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