Todo estudante sabe que sua escola precisa é de bom professor…

Redação Diário | Diário Botucatu
Chico Anisyo explicava isso em rede nacional há muito tempo

Um bom professor é aquele que prepara uma aula de verdade, apresenta do jeito que planejou, observa o nível de compreensão da maioria dos alunos, aponta os pontos principais para aprofundamento nos livros e aplica uma prova que mede o que realmente ensinou, para ver se o aluno aprendeu: o que mede, no final da história, se ele é mesmo um bom professor.

O bom de verdade raramente é aquele que chega à escola dando uma de bonzinho, de amiguinho dos alunos, batendo papo sobre vídeo game, futebol, comentando sobre a cor e a textura das pernas das meninas, um tipo muitas vezes permissivo, excessivamente brincalhão.

Aquele que é bom sabe bem qual é o seu lugar. E também qual é o nível de respeito, de distância, de relacionamento pessoal e de intimidade que precisa ter com seus alunos para exercer bem sua função de professor, a alma de uma boa escola.

Um bom professor também é aquele que faz a diferença na sua comunidade. É uma referência positiva na escola em que exerce sua profissão, no bairro em que mora, na igreja em que pratica sua fé ou no boteco que frequenta nos fins de tarde e aos finais de semana.

É aquele que cumpre o seu papel de educador, de mestre, de referência na vida de quem frequenta os bancos escolares, sem se importar se o “patrão” é da iniciativa privada ou se o salário vem dos cofres do poder público.

Um bom professor é – principalmente e acima de tudo – aquele que consegue fazer o aluno sonhar dormindo com a aula do dia seguinte, só porque finalmente vai poder tirar uma dúvida sobre o que não entendeu direito na aula anterior. Tem o poder de fazer um adolescente comum sair de casa mais animado em direção à escola, porque tem certeza que vai aprender algo importante, que vale para a própria vida, no encontro daquele dia.

Ou será que você acha que professor bom é aquele que fica a aula inteira – e os intervalos -suando a camisa para transformar aluno em militante de partido, ou então em apoiador de candidato a vereador – fazendo o tempo todo o jogo do vermelho contra o azul e do azul contra o vermelho – só pra ser notado e lembrado pela turma da política partidária: e depois da eleição, quem sabe, ganhar um carguinho melhor na hierarquia escolar?!

Pensa nisso, estudante.

Veja também: