TEMER SONHOU SER PREFEITO DA CIDADE NATAL, MAS O PESSOAL NÃO DEIXOU.

Redação Diário | Diário Botucatu
Temer (De Tietê-SP) foi um dos políticos mais próximos de Orestes Quércia (de Campinas-SP)

Michel Temer começou a sonhar em ser poderoso desde os tempos em que a rodovia Castelo Branco (que liga São Paulo ao Interior, no rumo centro-sul, sentido Paraná) estava sendo construída, nos anos 70, quando o caminho de São Paulo para a cidade natal ainda era feito somente pela Rodovia Marechal Rondon.

Pensou até em ser prefeito de Tietê (SP) no caminho, num determinado momento da vida. Mas os políticos de lá acharam que “melhor não”. Uma questão de responsabilidade.

Foi logo depois de se filiar ao PMDB, em 1.981, com o sonho de fazer uma carreira política. Acabou virando Secretário de Estado de Segurança, logo após deixar a Procuradoria Geral do Estado, o que facilitou o caminho rumo à Brasília, deixando a bela e tranquila cidade natal para trás, apenas como memória de onde tudo começou.

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Rindo, com o ex-governador Fleury: o último gole de poder do PMDB no estado de SP

E VEIO O GOVERNO QUÉRCIA.

E dá-lhe duplicação de estrada superfaturada. Era o Quercismo, um sentimento meio Trump, que tomava conta do interior paulista. E a luta era contra o pessoal da capital. Que mandava no Governo do Estado com os governadores indicados pelos militares.

Veio a primeira eleição direta para governador. Temer se aliou ao grupo do PMDB que apoiava Quércia para candidato a vice-governador de Franco Montoro. Quércia era de Campinas. Temer de Tietê, ali pertinho. Na política regional a geografia sempre ajuda a fortalecer os relacionamentos.

Faltava pouco para o interior paulista chegar lá. Mandar no maior Palácio da capital. O dos Bandeirantes, a sede do Governo do Estado de SP e Residência Oficial do Governador, um lugar lindo, que fica no Morumbi, o bairro paulistano onde moravam naquele tempo as famílias mais abastadas da elite econômica e social da capital

A bandeira hasteada pelo Quercismo era a do Municipalismo. Mas a intenção era outra, ficou claro com o tempo.
Era como fazer parte de uma revolução. Os chapeludos e chapeludas invadindo o Palácio pela porta da frente. Os paulistanos que moravam no bairro tremeram só de imaginar Orestes Quércia e a sua turma como vizinhança. Puro preconceito. O chapéu não tem nada a ver com caráter. É só um acessório, que na política pode ter vários sentidos, muitas utilidades. Como “passar o chapéu” de vez em quando.

Pra “recolher” dinheiro pra campanha ou “enganar” e “iludir”.

Passar o chapéu é uma especialidade dos matreiros políticos do interior que chegam em São Paulo com aquela cara de sonso, aquele jeito de tonto. Mas é só tipo, pra “dar um chapéu” naquele povo besta que pensa que é melhor que a gente só porque mora na capital.

Tudo bobagem. Tudo farsa.

Um grande começo… torto.

Foi lá a origem política do atual presidente do Brasil.

Pra quem entende, não precisa explicar. Pra quem não entende, um bom livro de história do Brasil bastaria, para ensinar às nossas crianças pelo menos uma história de Verdade. A do país em que nasceram. A do Estado em que vivem. A da cidade em que fazem parte da comunidade.

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