Se você tem 20 e poucos anos…

Redação Diário | Diário Botucatu

Deve ser interessante descobrir que com certeza eles (seus pais e seus avós) admiravam homens sérios, corretos como os que os jovens de hoje desejam, e não conseguem compreender como foi que as gerações anteriores permitiram, muitas vezes de forma passiva ou inconsciente, que uma maioria que nos envergonha, tomasse conta de um país como o nosso.

Seus pais e seus avós vão lembrar de um tempo em que os políticos famosos, quando passavam pelas pequenas cidades do interior em campanha, eram recebidos por uma comitiva lá na porta da cidade, onde os políticos locais sérios e os matreiros também, é claro, se acotovelavam para ficar mais próximos do líder que admiravam ou do qual queriam obter alguma vantagem.

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A grande maioria dos políticos que temos hoje são meras imitações ou  evoluções dos políticos de antigamente. Nada mais natural que novas elites surjam dentro de cada elite dominante em todos os setores da sociedade.

No caminho que cada um de nós construiu em sua caminhada pela vida, encontrou muita gente que tem atitudes muito parecidas com a de nossos políticos ruins em todos os lugares em que atuamos.

E não falo apenas dos maus exemplos, os que não deveriam ser seguidos pelas novas gerações. Falo dos bons também. Aqueles que muitos de nós aprendeu a valorizar e compreender depois de muitos anos acompanhando de perto sua trajetória e seu caráter como pessoa.

Nenhum deles é o político perfeito, programado em computador com base em análise de dados que levam em conta a síntese do pensamento de seu conjunto de eleitores, o que seria impossível. Ninguém sonha com esse mundo ideal fora dos contos de fadas.

Mas são aqueles, que se levantam por ter uma história que justifica o peso e a responsabilidade das suas palavras, e assim permanecem durante toda sua vida pública, aqueles que são admirados pela sociedade..

Esta é a realidade que quem acompanha de perto a política brasileira, com visão crítica, seja como jornalista, como empresário, como estudante que pesquisa a fundo no google todos os ângulos deste momento crítico da nação brasileira ou simplesmente como cidadão  ou cidadã comum, que faz questão avaliar as grandes questões do país.

Talvez, nessa conversa com seus pais e com seus avós, um jovem de vinte e poucos anos possa descobrir e aprender, que assim como o bem e o mal sempre existiram, o bom e o mau  político também. Cada um com seus motivos, suas vontades, suas intenções.

Escolha o seu lado, menino. E siga em frente acreditando, mas observando, sem grandes paixões, nem muita euforia, tudo o que surge dentro desse cenário de filme de suspense transformado em reality show aqui no centro da América do Sul.

QUEM SÃO OS BONS.

QUEM SÃO OS MAUS.

Os retratos da pluralidade nas últimas 5 décadas da política brasileira.

NO ALBUM:

José Sarney (1), Aloízio  Mercadante (2), Jarbas Vasconcellos (3), Orestes Quércia (4), Leonel Brizola (5), Tancredo Neves (6), Luiz Antônio Fleury (7), Dilma Roussef (8), Campos Machado (9), Pedro Simón (10), Ernesto Geisel (11), Paulo Maluf (12), José Serra (13). Paulo Paim (14), Geraldo Alckmin (15) Emílio Garrastazu Médici (16), Luciana Genro (17), Cristovam Buarque (18), Marina Silva (19), Jânio Quadros (20), Franco Montoro (21), Lula (22), Fernando Gabeira (23), Álvaro Dias (24), Antônio Ermírio de Moraes (25), Miguel Arraes (26), Castelo Branco (27), Mário Covas (28), José Dirceu (29), Ronaldo Caiado (30), Fernando Collor (31), Ulisses Guimarães (32), Miro Teixeira (33), Enéas Carneiro (34), João Batista Figueiredo (35), Luíza Erundina (36), Marta Suplicy (37), Roberto Freire (38), Tasso Jereissatti (39), Ciro Gomes (40), Dante de Oliveira (41), Eduardo Suplicy (32)

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