SE AÉCIO RESOLVER ABRIR O BICO, LEVA JUNTO UMA PARTE DO NINHO

ELE ESTÁ SOFRENDO. UMA HORA ELE VAI PARAR DE CHORAR E COMEÇAR A FALAR...

Redação Diário | Diário Botucatu
No meio de um embate entre o Senado Federal e o Supremo Tribunal Federal (STF), Aécio Neves pode ser o estopim de uma profunda crise entre o Poder Legislativo e o Poder Judiciário sobre o papel de cada um. A situação é grave, apontando risco de ruptura institucional.

Se bobear, vai acabar sendo o delator de muito tucano graúdo, que treme só de pensar na possibilidade de Aécio dentro de uma cela da polícia federal.

O primeiro depoimento de Aécio, assim que for preso, será o início da retrospectiva contábil-eleitoral das eleições de 2014, o que pode fazer alguns pedaços importantes do muro tucano desmoronar de uma vez por todas.

Ele estava no topo da política nacional. Quase no mesmo ponto onde chegou seu avô. Quase Presidente do Brasil.

Como Secretário Particular ele participou de todas as reuniões de formação e transição de governo ao lado do avô, do qual se tornou o principal interlocutor político e também o caminho mais fácil tanto para os políticos, como para os empresários, para ter acesso a Tancredo Neves. Desde 1.982, quando o avô se elegeu governador de Minas Gerais .

Era o principal surfista da onda azul. Tinha o apoio integral e a paixão dos tucanos locais jovens e até dos mais experientes. Alguns choravam de emoção apenas por tocar, por chegar perto do neto ungido de Tancredo Neves, o herdeiro político de uma família que atua na política brasileira desde a Proclamação da República.

Na família neves, a política era um negócio de família.

Como em qualquer família que tem um negócio, sempre existe uma hierarquia, sempre existem embates internos, interesses feridos, primos mais próximos e primos mais distantes, tio que são padrinhos e tios que são “malvindos”.

E amigos fiéis, além de muitos outros traídos e largados para trás no meio do caminho.

Redação Diário | Diário Botucatu

Na histórica imagem da mesa de sinuca em Botucatu, na campanha de 2014, o então presidenciável Aécio Neves (PSDB) ajeita a bola 13 para encaçapar.

No final das contas, ao cair, a bola 13 acabou arrastando junto para o ostracismo, a bola que representava o personagem que defendia o número 45, como lado certo da história.

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