Sarah e Caio:

Redação Diário | Diário Botucatu
O casal Sarah e Caio: a felicidade é estar junto do outro, em Botucatu (SP) ou a 10 mil quilômetros daqui. O lugar não importa. O que importa é estar junto de quem a gente quer…

O músico e produtor de shimeji, o paulistano Caio Jacóia, morava com a família no Jardim Paraíso, um dos mais agradáveis bairros de classe média de Botucatu (SP), a 230 km da capital. Sua namorada, a estudante de psicologia Sarah Leite, trabalhava até bem pouco tempo em um dos bons restaurantes do centro histórico, ao lado da Praça da Catedral, o principal cartão postal dessa bela cidade do interior paulista.

Aos vinte e poucos anos, um casal feliz, encarando essa estimulante etapa da vida com curiosidade e alegria. Neste momento eles curtem os primeiros meses de uma temporada de 1 ano que decidiram passar em Kassel (Alemanha), onde mora uma tia de Sarah.

O objetivo principal de Caio e Sarah durante estes doze meses, é aprender o idioma alemão, um diferencial importante para seu futuro profissional. Ambos devem retornar para o Brasil apenas no segundo semestre de 2018, com muitas boas histórias pra contar para os amigos e familiares que possuem aqui.

O casal é o personagem da série “PORQUE O MEU PAÍS NÃO É ASSIM?!”, do DBpocketpress, que está ouvindo brasileiros comuns sobre o que pensam sobre a cidade, o país e o planeta em que vivem. Sempre na Edição de Sábado, sempre alguém que você conhece ou não, falando de coisas que conheceu ou descobriu na vida. Dividindo com os nossos milhares de leitores um jeito de olhar para as coisas mais simples e básicas de uma boa vida em comunidade.

A mãe de Sarah é alemã. O pai, brasileiro. A avó, a irmã e a sobrinha de Sarah moram em Kassel. É claro que foi ela que arrastou o Caio pra viver esse projeto de intercâmbio no país que hoje é a principal economia da Europa.
Lá, teve eleição no domingo passado.

Uma vitória de Angella Merkel, a líder da Democracia Cristã, que exerce o cargo de primeiro-ministro há doze anos. Ela agora tenta montar seu novo governo parlamentarista. Foi a quarta vitória seguida nas urnas da mulher baixinha que é a mais poderosa líder do mundo contemporâneo.

Kassel tem 1.100 anos de história. Fica no estado de Hessen, de onde é a terceira maior cidade.

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Sarah e o contato direto com a cultura e os hábitos da parte alemã de sua família materna: a cidade de Kassel é o coração da Rota dos Contos de Fadas: um lugar mágico e possível…

“COISAS QUE A GENTE VÊ LOGO DE CARA ATRAVÉS DOS OLHOS DE CAIO E SARAH…”

A EDUCAÇÃO IMPRESSIONA. ATÉ NO PONTO DE ÔNIBUS.

“Não sei por que não tem isso no Brasil!”, exclama Caio.

O RESPEITO PELO USUÁRIO DO TRANSPORTE PÚBLICO…

“Uma das coisas legais, que achamos legal aqui, é que o transporte público não atrasa. Em todos os pontos de ônibus tem um painel luminoso que avisa quantos minutos o ônibus da linha que você está esperando vai demorar pra chegar. Depois, avisa no luminoso quando está chegando. E, em todos os pontos de parada, tem os horários dos ônibus que servem outras regiões da cidade”, observou Caio, sobre suas primeiras impressões vivendo na milenar cidade do região central da Alemanha.

“Outra coisa legal aqui é que o transporte público é prioridade aqui. Não é o carro”, completa Sarah, mostrando que o que faz sentido – cai a ficha na hora – quando se observa uma realidade diferente da que encontramos em praticamente todas as cidades brasileiras.

E NA FAIXA DE PEDESTRES, O RESPEITO É O MESMO…

“Outra coisa bem legal aqui em Kassel”, lembra Caio, “é que quando você vai atravessar a rua, em 90% das vezes, os carros param pra você passar”, completa, reconhecendo a gentileza cultural majoritária entre os motoristas que circulam pelas arborizadas ruas de lá.

MAS QUEM ANDA A PÉ, TAMBÉM TEM SUA RESPONSABILIDADE.

O casal também viu por lá, que nas ruas mais movimentadas, o pedestre também não sai atravessando de qualquer jeito, como se fosse o único dono da rua. Por lá, são raros os casos de atropelamento. Olha que legal.

“O pedestre chega – aperta um botão – espera aparecer o verde para atravessar. E espera, mesmo que não tenha nenhum carro vindo. E é legal pelo exemplo que se dá para as crianças com essa atitude. No Brasil, a gente precisa encontrar uma forma de passar para as nossas crianças, essa educação como pedestre, como motorista, como passageiro de transporte público. E falar isso como uma mãe explica para o filho. Se você educar as crianças dessa forma, passar essa cultura, você está educando a próxima geração”.

MAS BOM MESMO É ANDAR DE BIKE… É PEDALAR NUM PASSEIO PELA CIDADE.

Kassel é uma cidade que possui muitas ciclovias, você pode andar tranquilamente de bike por todos os lugares, menos no centro, onde tem muito movimento. Os pontos de aluguel das “magrelas” oferecem muitas bicicletas, inclusive elétricas, que ajudam muito quando é preciso encarar uma subida pelo caminho.

“Outra coisa interessante é que você pode por a bicicleta dentro do ônibus e do bonde. Mas as pessoas são sempre a prioridade do transporte público. Caso fique muito lotado, você precisa descer com a bicicleta, mas quase nunca acontece. Além disso, os ônibus tem altura da guia, que é pra facilitar entrar com a bike”, observa Caio.

O POVO É MAIS RESERVADO, MAS TODOS MUITO EDUCADOS…

“Todo mundo falava que aqui as pessoas eram muito fechadas, que a gente iria estranhar bastante. Mas aqui na Alemanha todo mundo fala bom dia, todo mundo te fala oi, todo mundo é muito educado e gentil, mas não demonstram muita intimidade até conhecer a gente melhor. É claro que no Brasil as pessoas tem uma abertura social muito maior, um carisma diferente. No Brasil estamos sempre entre os amigos, no meio da família, a energia é diferente”.

A PAZ DE ANDAR SEM MEDO PELAS RUASA QUALQUER HORA DO DIA OU DA NOITE

Uma das coisas que mais surpreendeu o jovem casal foi a segurança que a cidade possui para que as pessoas, independente do horário.

SARAH SENTE FALTA DO SOL DE BOTUCATU

“Na Alemanha não tem sol o dia inteiro, como na maioria dos dias no Brasil. Aqui só aparece um solzinho de vez em quando, o clima é frio demais, sempre nublado”

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