Quem define o padrão de qualidade dos ônibus urbanos é o cliente.

Redação Diário | Diário Botucatu

Botucatu devia ser uma cidade referência no tempo em que seus antigos “encarroçadores” começaram a colocar no mercado seus primeiros carros de boi e logo depois suas charmosas charretes.

Uma cidade que era boa até no tempo em que fazia veículos que precisavam de tração animal para rodar pelos nossos velhos caminhos.

As garagens de seus prédios mais antigos guardam na arquitetura a passagem estreita, que servia para a entrada daquele meio de transporte que era um privilégio de poucos.

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Paquistão, São Paulo, Budapeste e Londres: anos luz nos separam do modelo que respeita o cidadão. Menos de um século, do modelo sem teto ou conversível (no alto), depois repaginado nos modernos ônibus de turismo

Era transporte coletivo. Porque cabia uma família dentro e alguma bagagem num espaço específico. Nos filmes antigos, de faroeste, o transporte coletivo é representado pelas velhas diligências, que atravessavam o oeste americano antes de surgirem os trilhos das ferrovias.

Em todos os momentos da história do transporte quem definiu a qualidade do serviço foi o cliente. Exatamente por isso, clientes melhores ajudam qualquer negócio a evoluir mais rápido.

Em nossas fábricas de ônibus quem define a qualidade do produto que vai para as ruas também é o cliente. É por isso que quem mora em Botucatu vê – o tempo todo – verdadeiras obras de arte e conforto saindo pela rodovia Marechal Rondon a caminho de outros lugares.

É o produto que o cliente encomendou para atender seus passageiros com a qualidade que “eles” exigem. Na cidade que fabrica ônibus, os usuários do transporte coletivo ainda não usufruem de muitos dos itens de série hoje disponíveis no mercado para o conforto.

Se os usuários do transporte coletivo da esmagadora maioria das cidades do Brasil não possui “nenhum” ônibus com ar condicionado – e equipado com todos os mais modernos itens de segurança disponíveis – é porque o cliente encomendou assim, por achar que é isso que os seus passageiros merecem, ou é isso que a legislação aceita como padrão.

É bom lembrar que ao final das contas, o cliente direto das nossas fábricas é o poder público, principalmente as prefeituras (permissionárias de serviço público), mas também existem normas estaduais e federais que interferem diretamente no padrão de qualidade exigido em cada lugar.

É nos municípios, nos estados e nos países por onde hoje rodam os belos ônibus made in Botucatu, que se define a qualidade de transporte coletivo que vai ter quem sentar a bunda em suas poltronas e a praticidade de acesso que vai ter quem é portador de necessidades especiais e precisa se locomover de um lugar a outro.

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Em Curitiba (PR), uma das melhores experiências brasileiras na construção de um sistema público de transporte coletivo digno para seus usuários. Mas é preciso avançar bem mais, quando o assunto é transporte público de qualidade para todos.

Uma decisão política. É bom que você saiba disso.

Em cada veículo que sai de nossas fábricas, vai junto um pouco de nós: como cultura, como uma linha de produção que garante (ou não) a qualidade, a segurança e o conforto de quem vai utilizar nossos produtos made in Botucatu apenas como passageiro.

Nossos ônibus que circulam pelo Brasil podem ser melhores se o cliente exigir a mesma qualidade dos produtos que exportamos para outros países, quem sai ganhando é quem paga a passagem.

Quando chega em Botucatu uma encomenda que vai rodar em um país que paga por qualidade, é outro tipo de produto que entra na linha de produção.

Transporte Coletivo: uma boa causa pra Botucatu chamar de sua.
O primeiro passo precisa ser transformar o sistema público municipal de Botucatu em referência de eficiência, de qualidade e de inovação tecnológica, ambiental e cidadã.

Um esforço do qual podem fazer parte todos aqueles que acreditam que esse é o caminho para tornar mais inteligente a construção do nosso futuro como comunidade.

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