Os 3 “Zés” do PT: Bons de voto em Botucatu

Redação Diário | Diário Botucatu
Dirceu, Genoíno e Cardozo: os Josés que foram – junto com Lula – a inspiração e a maior motivação do PT de Botucatu

Até o final dos anos 90, os três “Zés” – José Dirceu, José Genoíno e José Eduardo Cardozo – eram os mais populares deputados federais do PT aqui na região de Botucatu. Volta e meia estavam por aqui, ‘levantando o moral’ da militância que aplaudia de pé. Pisar em Botucatu era sempre uma rotina no caminho de ida ou de volta para São Paulo. Até desfile de carnaval e churrasco de fim de ano, teve a presença ilustre dos deputados mais votados do PT na cidade dos bons área e das boas escolas.

Ricardo Berzoini, outra figura do primeiro escalão petista, ficou mais próximo de Botucatu quando Mário Ielo (hoje no PDT) se elegeu prefeito pelo partido da estrela dourada e os “Josés” deixaram de disputar eleições por causa de problemas com a Justiça ou por opção, como foi o caso de Cardozo, além de outros líderes petistas envolvidos em escândalos menos cotados.

A aventura das lideranças petistas paulistas levou junto para a berlinda até antigas figuras nobres do PCdoB, como Aldo Rebelo, que liderou os comunistas do Brasil nos últimos 30 anos e – depois que Lula chegou ao Poder – ganhou de presente a organização dos Jogos Panamericanos de 2007, da Copa do Mundo (2014) e da Olimpíada (2016). Que deu nisso tudo que a gente já sabe em termos de corrupção e superfaturamento.

Aliás, o PcdoB – que comandou o Ministério dos Esportes em 13, dos 14 anos de poder de Lula e Dilma Roussef, precisa explicar melhor qual foi sua real participação nos grandes eventos do esporte nacional que consumiram dezenas de bilhões de dólares em investimento público. Seus deputados paulistas e ex-presidentes da UNE, Aldo Rebelo e Orlando Silva, e Agnelo Queiroz (Ex-governador do DF), foram os ministros do esporte que tiveram sobre sua mesa de trabalho os investimentos públicos e privados previstos para os megaeventos esportivos que o país resolveu organizar e até comprou voto pra isso acontecer.

É a satisfação que os camaradas comunistas do Brasil precisam dar para a parcela da sociedade que acreditou em suas ideias e ideais. Ainda estão devendo.

O MEDO DO PSDB PAULISTA

O PSDB paulista, por outro lado, ainda tenta se descolar do PSDB mineiro e do PSDB baiano, mais enrolados com as investigações – e proteger, enquanto for possível – o governador Geraldo Alckmin, como seu nome presidencial em 2018. Mas também sabe que alguns de seus nomes mais tradicionais ainda podem despencar conforme se aprofundam as investigações.

Por enquanto, o grupo tucano mais chamuscado nacionalmente é o que participa diretamente da base de sustentação do Governo de Michel Temer, tendo à frente os senadores paulistas José Serra e Aloysio Nunes Ferreira, o senador Mineiro Aécio Neves, de Minas Gerais e o ex-governador baiano Antonio Imbassahy, que era líder do PSDB na Câmara dos Deputados antes de fazer parte do governo Michel Temer.

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