O PODER DE UM EDITOR NO JORNALISMO SÉRIO…

WILLIAN BONNER - Ele é o Editor-Chefe do Jornal Nacional. O programa de maior audiência na televisão brasileira. É dele a responsabilidade pelo conteúdo e pelo tom com que cada assunto será abordado: batendo firme na corrupção toda noite.

Redação Diário | Diário Botucatu

A chegada da tecnologia às nossas redações de jornalismo impresso e aos estúdios das emissoras de rádio e TV não mudou absolutamente nada – sob o ponto de vista comportamental – nas nossas queridas e tradicionais empresas de comunicação e na cabeça de alguns de seus principais editores do setor de jornalismo.

A lógica que move o cotidiano das emissoras de Rádio e TV é como a dos jornais – até os pequenos, inclusive os de bolso, como o nosso inovador diário caipira dbpocketpress – que tem todos os dias a responsabilidade ética de definir quais vão ser os destaques da edição e quais serão os temas da ordem do dia que vão continuar a ser ignorados (porque sim!) – empurrados com a barriga (porque não?!) – ou aguardando uma “checagem a mais” (porque eu quero, estou sem tempo de cuidar disso agora).

São assuntos que só podem entrar na pauta do dia, depois que o Editor-Chefe determina o tom e a profundidade adequada. Depois que ele define se o assunto é mesmo quente e se vale a pena investir tempo (pessoas) e dinheiro (estrutura) nele.

É assim que funciona. Isso não é errado. Isso é o processo normal que faz cada notícia que você vê chegar até você.

Escolha o que você lê. Escolha o que você vê. Com visão crítica.

Cada Editor-Chefe tem a liberdade de definir isso, de acordo com seu orçamento e os seus princípios do que é bom jornalismo; ou então, de acordo com a orientação do patrão: que pode ser (ou não) alguém que tem um cara da área comercial negociando um “pacote” de propaganda com algum governo ou setor econômico em que um assunto específico incomoda e apavora.

E assim caminha a humanidade.

Tenha um bom dia.
Independente se você é do tipo que lê mais e vê menos ou daqueles que gosta de buscar um pouco de informação num monte de lugar antes de resolver no que acredita. Como fazem os bons leitores de jornal e de revista e aqueles que fazem parte da audiência qualificada das emissoras de rádio e televisão e agora da web.

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