O Brasil nasceu na Bahia… somos todos meio baianos.

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Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), o Tio Patinhas da Política Brasileira: R$ 51 milhões em dinheiro vivo dentro de um apartamento em Salvador, recolhidos e embalados pela PF

Quando a expedição do descobridor Pedro Álvares Cabral avistou as primeiras terras em abril de 1.500, caminhou para ancorar naquele lugar bonito, que depois, ao final das disputas entre portugueses, espanhóis, franceses e holandeses, foi batizado de Bahia: um dos mais belos estados brasileiros. Foi lá, que nasceu o que hoje a gente chama de Brasil. 7 de setembro é um bom dia para os brasileiros olharem para lá.

Foi lá na capital de todos os baianos, que aconteceu a maior apreensão de dinheiro vivo da história do Brasil.

Os espanhóis, depois de dividir o Brasil com os portugueses no Tratado de Tordesilhas, largaram essas terras pra trás e deram a volta no continente: garantiram para si o litoral do oceano pacífico do continente e ocuparam toda a América Central em direção à América do Norte, onde os ingleses e os irlandeses chegaram primeiro, depois que o espanhol Cristovam Colombo contou pra todo mundo que tinha descoberto a América.

Franceses, Holandeses e Ingleses, menos briguentos e mais evoluídos, preferiram abrir mão da guerra e se contentaram com um pedacinho minúsculo das novas descobertas do continente ao sul da linha do Equador.

Deixaram aqui três sementes: a Guiana (Inglesa), a Francesa e a Holandesa, aqueles paisinhos que ficam lá do outro lado da Amazônia, depois que o Brasil termina no lado Norte-Noroeste.

Sabe o que eles (os franceses e os holandeses) fizeram com aqueles dois pedacinhos de terra? Cuidaram, Preservaram, Respeitaram. Investiram no turismo sustentável. Não fizeram como os ingleses, que abandonaram a sua Guiana à própria sorte.

E os portugueses?

Ficaram com um Brasil inteiro para eles. Arrasaram o que encontraram pelo caminho para levar embora primeiro todo o nosso valioso Pau Brasil: A nobreza da nossa madeira mais valiosa. Em troca de uns espelhinhos e outras bugigangas para os índios dóceis que habitavam essas terras. O saque começou pelo lugar em que ancoraram: a Bahia. E depois foram descendo e subindo na direção onde encontravam possibilidade de ganhar dinheiro pelo caminho: ouro e pedras preciosas que encantavam os europeus.

Implantaram no Brasil a cultura da colônia.

Pelo menos no início, quem vivia aqui teria quer servir a quem veio de fora. Depois, passou a ser uma opção de cada brasileiro escolher a quem servir. E cada um fez a sua. Com a evolução da sociedade brasileira, vieram os senhores feudais e os senhores de engenho, medindo o próprio patrimônio pelo número de cabeças de escravos que possuía. Tudo devidamente declarado e documentado no Imposto de Renda da época.

Com a “Independência do Brasil” (em 1.822), viramos o parquinho de diversões oficial de Dom Pedro I e Dom Pedro II, que escolheram as famílias que seriam nobres e as que seriam plebe. Tudo em nome da expansão dos negócios da coroa portuguesa, que deixou aqui seus discípulos.

Com a Proclamação da República (em 1.889) se fortaleceu o poder das grandes oligarquias, da burguesia ascendente e dos primeiros partidos políticos. E os saqueadores do Brasil foram se organizando melhor, até chegar ao complexo e minucioso sistema de gestão de hoje em dia: uma evolução constante na organização e nos métodos de atuação. Tecnologia de ponta em todos os procedimentos.

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Depois de mais de 500 anos do Descobrimento e quase 200 anos depois da Independência, quase no meio da segunda década do século 21, surge uma Operação chamada Lava Jato, ajustando o retrovisor e arrastando um a um para os tribunais os líderes herdeiros de mais de meio milênio de histórias bem mal contadas na história da construção de um país chamado Brasil.

Até agora se descobriu que o auge da corrupção aconteceu de 2002-2017. E que envolve no campo político, as principais lideranças do PT, do PMDB e do PP: três partidos que andam juntos desde que Lula virou presidente do Brasil. Mas muita água ainda pode passar por debaixo dessa ponte. Ou será que é um viaduto?!

Muitos destes personagens já vinham aprontando bastante antes do PT chegar ao Poder.

A Polícia Federal e o Ministério Público ainda vão descobrir as pontas que ficaram soltas no meio do caminho. Se o nosso cambaleante Poder Judiciário quiser colaborar, pode até fazer uma boa faxina, mas primeiro nossas pequenas e altas cortes jurídicas precisam olhar com mais atenção para o próprio umbigo.

Se o eleitor fizer a sua parte então, nem se fala…

É o momento de cada brasileiro olhar pra dentro de si mesmo e definir de que lado está. Sem crise de consciência: é par ou ímpar. É sujo ou é limpo. Vai ser o que a maioria quiser.

Tenha um bom dia.
Independente se prefere o lado meio limpo ou o lado muito sujo dessa história toda.

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