No senado, o reflexo de um país sem saída…

O texto base da reforma trabalhista, que já havia sido aprovado pela Câmara Federal, foi aprovado quando a luz acendeu

Redação Diário | Diário Botucatu

Com todas as atenções da mídia voltadas para a Câmara Federal desde que o presidente Temer foi denunciado pela PGR, o Senado Federal conseguiu reagir e voltar a se transformar em campeão de audiência no noticiário político.

Foi um show de entretenimento ver aquele confortável auditório com as luzes apagadas durante aquelas longas e intermináveis sete horas em que o circo se instalou. A mais clara demonstração de que ali dentro, ninguém respeita mais ninguém. Imagina aqui fora?!

Impagável, a cena daquela meia dúzia de senadoras comendo marmita na mesa diretora depois de ocupar a direção dos trabalhos na marra, mesmo que com certa delicadeza. Poderia ser um caso clássico de “cinco minutos de fama”, não fosse aquela bizarrice toda.

E o desespero daqueles senadores pra retomar o controle sem desrespeitar a Lei Maria da Penha. Enfrentando com “jeitinho” o motim de senhoras que vestem saias com a mesma autoridade e segurança dos amados colegas que usam ternos bem cortados.

Seria mesmo uma grande falta de educação arrancar à força as damas que resolveram se rebelar e tirar delas todos aqueles holofotes.  No mínimo, foi uma boa economia para os cofres públicos. Mas o fato em si, não merece nenhum tipo de aplauso.

O texto base da reforma trabalhista, que já havia sido aprovado pela Câmara Federal, foi aprovado quando a luz acendeu. E agora segue para sanção presidencial, também a toque de caixa, já que o presidente não sabe se termina a semana no cargo ou se a angústia vai durar até a próxima segunda-feira.

Temer já se adiantou em comemorar como uma vitória de seu governo, o que na verdade é uma conquista da sociedade, um antigo anseio de uma grande massa de empreendedores, um debate que se arrasta no parlamento desde o início dos anos 90.

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