MILTON FLÁVIO: COMO POLÍTICO, UM BOM MÉDICO.

Redação Diário | Diário Botucatu
POLÍTICO ACIMA DA MÉDIA: ruim de política tradicional mas bom de assembleia no parlamento. Em Botucatu tem muita gente que gosta dele e admira seu perfil; e muita gente que não gosta dele, detesta seu jeito de tratar as questões mais elementares dos fiéis cabos eleitorais. De repente, Milton Flávio ficou grande
de novo. Ele é homem de partido, não é daqueles que busca o caminho mais fácil das coisas. Além disso, o adorado e desprezado ex-deputado de Botucatu, tem uma virtude na linha de frente das crises políticas, pelas quais passou na vida. Milton Flávio nunca teve medo de cara feia.

Milton Flávio Lautenschlager é um político com visão e formação cultural acima da média.

Sua carreira político-eleitoral não foi mais próspera em votos, pelo fato dele não ser muito hábil,não dedicar muito tempo, nem sentir vontade ou “ter saco”, como se diz na gíria, de virar deputado “parceiro”, do tipo que “ajuda os companheiros”, arruma cargos para os “amigos dos amigos”, e faz a roda girar do mesmo jeito que sempre girou.
As circunstâncias em que se elegeu – com toda a esperança de uma cidade nas costas – não permitia que o seu lado mais brilhante fosse o de parlamentar: discutindo, debatendo, articulando, fazendo projetos importantes entrarem na pauta do dia, defendendo o governo em que acreditava dos ataques da oposição.

Parte do eleitorado da região de Botucatu lhe virou as costas porque gostaria que ele se comportasse como um político mais festeiro, mais companheiro, mais interessado no que a cidade quer conquistar do que no que o governo quer aprovar.

E deu no que deu, como todo mundo sabe aqui em Botucatu (SP), a cidade onde seu nome surgiu com alternativa no momento em que nave tucana empinava as asas para conquistar sua primeira, das seis vitórias seguidas em eleições estaduais de SP.

Mas a história dele também pode ser inspiradora pra muita gente que já descobriu que político bom, é político que tem posição. E as defende com unhas e dentes, mesmo que isso signifique ter que dar umas trombadas “fortes” de vez em quando. E até sair meio arranhado de uma discussão.

As trombadas, ele já tomou de volta na vida, talvez do jeito mais doloroso. Pagou o preço de não se reeleger deputado estadual. Botucatu resolveu escolher outros caminhos. Nem lhe deu a chance de se explicar, se justificar, contar sua versão da crise política que a cidade viveu.

O PSDB de Botucatu explodiu há 20 anos.

Viveu sua Lava Jato mais forte. Um lado chamando o outro lado de “ladrão” no meio da rua. E o outro lado, evitando o confronto, respeitando a história daquilo que um dia já se imaginou ser uma tal República de Botucatu.
Parece que agora o velho jovem emergiu de novo e Milton Flávio resolveu dar as trombadas“necessárias” para sustentar suas convicções. E normalmente, pra ele briga só tem sentido depois que acaba. Enquanto não acaba o negócio é definir quem tem razão.

Coisa que faz parte de seu sangue alemão.

O “ALEMÃO” DE BOTUCATU QUE ESTÁ NO EPICENTRO NERVOSO DA CRISE DO PSDB PAULISTA.

O secretário de Relações Institucionais do Governo João Dória Júnior na prefeitura de São Paulo tem uma história que sustenta e avaliza suas nem sempre bem compreendidas atitudes nos bastidores da política desde que o PSDB virou poder.

Isso aconteceu no mesmo ano (1.994) em que ele se elegeu deputado pela primeira – e única vez que foi anunciado no ranking de eleitor das cinco eleições que disputou.
Nas outras, foi sempre suplente.

Mas vale registro: o governador de plantão no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, sempre dava um jeitinho de chamar uns deputados eleitos para ser secretários, abrindo espaço para o ex- “deputado de Botucatu” exercer o cargo, nem que fosse por alguns anos, alguns semestres, até apenas por algumas semanas.

Tenha um bom dia.

Independente se você acha – depois do 7 a 1 na Copa Superfaturada – que um alemão caipira do interior, ruim de voto e de discurso, pode ou não pode ser uma voz da boa política dentro de um partido que precisa se reinventar.

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