Mala Direta: Ela foi a primeira dama da política a cair na rede; e mostrou que não sabe nadar…

Uma jornalista amargurada é julgada pelos brasileiros

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Pedro Manhães

Claudia Cruz, a jornalista que se apaixonou pelo ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje preso em Curitiba, foi absolvida pelo juiz Sérgio Moro das acusações de corrupção e lavagem de dinheiro. Na hora, vira um bombardeio nas redes sociais. Ninguém defende a moça, hoje forçada a apanhar quieta.

No país do futebol, hoje todo mundo também tem posicionamento jurídico nas questões que estão sendo discutidas na Lava Jato. Mesmo a grande maioria dos palpites partindo de pessoas com quase ou nenhuma intimidade com o ordenamento legal em vigor.

Mas em grande parte das opiniões postadas nesse mundão chamado web também dá pra notar sinais de inveja, de raiva, recalque, de um monte de gente que sabe que ela sabe de onde vem o dinheiro, porque tem isso como o estereótipo mais marcante das damas dos políticos na maioria dos estados brasileiros e de muitas cidades também.

Os procuradores da Lava Jato que vão recorrer da decisão que limpou a barra de Claudia Cruz, compreendem os motivos de Moro. Acham apenas que o juiz federal de Curitiba foi de um “coração generoso” demais com a moça, aceitando os argumentos de seus advogados de defesa: os de que ela não sabia que os recursos dos quais desfrutava eram incompatíveis com os rendimentos oficiais de seu marido-político.

 

OS MOTIVOS DE MORO

Talvez, a generosidade jurídica que absolveu Claudia Cruz, possa ter sido um sinal de que – provavelmente, na avaliação de Moro – o noticiário e os inquéritos da Polícia Federal se estenderem para as damas da política brasileira, a Operação Lava Jato pode levar um século para terminar.

Será que as esposas de todos os líderes políticos dessa quadrilha também ignoram que sempre viveram num padrão muito acima dos rendimentos oficiais de seus maridos?! Ou será que apenas a eleita de Eduardo Cunha tinha essa falsa impressão?!

Cláudia Cruz é jornalista. Mas entre as damas da política brasileira também existem advogadas, servidoras públicas de alto escalão no governo federal e muitos governos estaduais, outras são herdeiras de grandes grupos econômicos em diversos setores e, algumas delas, até singelas donas de casa, com babás, motoristas e serviçais ao seu dispor na maior parte do tempo. Uma vida boa, como se diz lá em Botucatu, no interior paulista.

O problema é que se a Lava Jato virar a antena para as damas que dividem a vida com os nossos políticos, dirigentes de empresas estatais e muitos dos executivos das grandes corporações brasileiras e estrangeiras, vai ser muito engraçado. Mas também pode ser perda de tempo.

O país precisa hoje de eficiência e foco por parte do Poder Judiciário para identificar e processar todos os protagonistas desse esquema responsável pelo saqueamento dos cofres públicos e pelo sucateamento das nossas instituições, que se afastaram dos reais interesses da sociedade brasileira.

ZERO À ESQUERDA

Se para atingir este objetivo for preciso absolver algumas de nossas damas sorridentes, que elas saibam daqui pra frente que é melhor não andar de cabeça erguida nas tardes de compra ou nas noites de janta nos restaurantes mais caros do país.

A gente sabe qual é a origem do dinheiro que sustentou a vida inteira os prazeres de consumo dessas celebridades sem limites, como se achava a jornalista Claudia Cruz Cunha. A mulher que gastava com arrogância e prepotência o dinheiro que o homem que ela escolheu pra viver, roubou do povo brasileiro.

Que todas elas saibam que essa absurda crise política, o desemprego e a recessão econômica, foram causadas pelo completo descontrole ético que corrói a credibilidade dos três poderes do Estado Brasileiro. Os lugares onde quem manda e dá as cartas não são as damas da corte, são exatamente aqueles de quem se esperava uma postura de cavalheiro. Ou pelo menos de homem.

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