Janot foi traído. dentro de casa. E agora, Janot?!

Redação Diário | Diário Botucatu

JANOT SENTIU O GOLPE.

Ele ficou triste e bravo por ter sido traído dentro do seu quartel general pela indústria da corrupção na política e também por existir, por mais minúsculo que seja, algum risco de por a perder todo o seu trabalho à frente da Procuradoria Geral da República, onde conquistou o respeito da sociedade brasileira por sua postura sempre firme, ética e responsável.

O Brasil que quer mudanças, sente junto com seu Procurador Geral.

Não deve ser nada fácil estar na pele de Rodrigo Janot neste momento da história do Brasil. Na semana de véspera do dia em que vai passar o bastão, ele pode ter que pedir a prisão de alguém que por três anos trabalhou ao seu lado nas denúncias contra os políticos envolvidos em casos de corrupção.

O amigo, pupilo e antigo colega de trabalho, o ex-procurador assistente Marcelo Miller: aquele que não resistiu ao sabor dos bifes tipo exportação do grupo JBS e foi trabalhar do outro lado: no crime organizado.
Coisa normal nessa República de Fufucas: onde a lei da oferta e da procura vale em todas as áreas do conhecimento.

Não são nada fáceis os ossos do ofício do Procurador Geral da República (PGR).

No momento em que se preparava para mais uma ofensiva jurídica contra novos atos criminosos do presidente da República, Rodrigo Janot descobre que foi traído dentro de seu próprio gabinete, o núcleo principal que comanda o enfrentamento da corrupção na política brasileira.

Os tentáculos da corrupção sistêmica conseguiram chegar dentro do núcleo cujo papel é combatê-la o tempo todo.
É grave. Gravíssimo.

Michel Temer e seus aliados comemoram, rindo pelos cotovelos, a confusão que embaralha tudo de novo na cabeça da atordoada opinião pública brasileira.

É a República dos Fufucas. Onde tudo o que parece é.

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