A inflação “oficial” dos últimos doze meses foi de apenas 2,5%

Redação Diário | Diário Botucatu
Outra alternativa para as famílias é recuperar a cultura do fogão à lenha, pra escapar do rateio dos prejuízos causados pela corrupção nas empresas públicas brasileiras. Uma utilização mais frequente da churrasqueira, também pode ser uma boa forma de protesto. Afinal de contas, até pra dizer “Fora Temer”, dá pra encontrar um pretexto pra assar uma carinha na brasa e abrir uma cerveja gelada.

Manter a inflação baixa e recuperar os índices de consumo de bens e serviços não é o objetivo do governo. Se fosse, as tarifas públicas que controla e define o preço – não seriam as que mais consomem recursos dentro do orçamento das famílias.

Sobraria mais dinheiro para o consumidor gastar no supermercado e no comércio, e também para economizar e atravessar aqueles momentos mais difíceis, que podem provocar qualquer turbulência na vida.

Quanto mais caro o botijão, quanto mais cara a conta de energia, quando mais caro o preço dos combustíveis e quanto mais cara a conta do telefone, menos dinheiro sobra no bolso do brasileiro comum para fazer a roda da economia girar em benefício de todos.

A preocupação do governo é arrancar dinheiro de algum lugar para cobrir o rombo nas estatais que foram utilizadas como moeda de troca de favores e propinas com os políticos aliados. E alguém tem que pagar essa conta.

Se é pra gente acreditar nisso como verdade, no orçamento de cada família, porque então o governo resolve anunciar dois aumentos seguidos no preço do gás de cozinha?!

Na primeira semana de setembro, o aumento foi de 6,9%.

Na última segunda-feira (25), sem dó nem piedade, mais 12,2%.

Há doze meses (setembro de 2016) um botijão de gás custava, em média, R$ 40 para o consumidor de Botucatu na porta da sua casa. E muita gente já achava que pagava caro demais pelo direito de acender o fogo antes dos dois aumentos anunciados pelo Governo Federal neste mês de setembro.

Agora já está custando quase o dobro.

A Petrobrás anunciou dois aumentos, com justificativas diferentes, mas apontando que, no Brasil, a partir de agora – por uma decisão política do governo Michel Temer e de sua equipe econômica – o botijão de gás vai ser tratado como produto de cotação internacional.

Seu preço agora vai ser definido pela Lei da Oferta e da Procura.

Problema das 50 milhões de famílias brasileiras que precisam de 1 botijão todo mês.

Quem mandou reformar a cozinha da vovó?

Lembra agora das boas vantagens de um fogão à lenha?!

E nem adianta dizer que vai usar o micro-ondas.

A conta de energia também vai subir. Pra ajudar a cobrir outro rombo nas contas do mesmo governo, que continua gastando mais do que arrecada e – quase sempre – do jeito errado.

 

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PRIMEIRA SEMANA DE SETEMBRO (2017)

O BOTIJÃO DE GÁS SOBE 6,9%

Justificativa da Petrobrás: os impactos da tempestade Harvey – o grande furacão que destruiu parte da América Central e do Caribe – nas regiões exportadoras do produto.

 

 

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ÚLTIMA SEMANA DE SETEMBRO (2017)

O BOTIJÃO DE GÁS SOBE 12,2%

Justificativa da Petrobrás: Pela nova política do governo, o preço final às distribuidoras, será formado pela média mensal do butano e do propano no mercado europeu, convertida em reais pela média diária das cotações de venda
de dólar, mais uma margem de 5%.

 

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O BOTIJÃO OU O DÍZIMO?!

1 SALÁRIO MÍNIMO (2017) – R$ 937,00

Em breve um consumidor que tenha renda de 1 salário mínimo (R$ 937,00) vai ter que optar entre o dízimo da Igreja e a comida sobre a mesa, porque o botijão, se continuar nessa toada de aumento atrás de aumento, ainda vai
custar 10% da renda de quem ganha salário mínimo. Ou 5% na de quem tem o dobro dessa renda: dois salários mínimos, algo em torno de R$ 2.000 mensais.

 

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CHURRASCO COM LEGUMES NA BRASA

Se resolver usar menos o botijão, outra alternativa é oficializar a churrasqueira como equipamento principal para aquecer os alimentos. Uma boa dica é: churrasco com legumes na manteiga. Ao ponto. E não esqueça o pão de alho.

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