Empresa Júnior, importância na formação do aluno e extensão da instituição.

Redação Diário | Diário Botucatu
Por Antonio Vicente da Silva –
Colaborador DB –

Legislação diretamente aplicável

Lei 13267 Disciplina a criação e a organização das associações denominadas empresas juniores, com funcionamento perante instituições de ensino superior de 06/04/2016.

Legislação suplementares aplicáveis

Lei 9.637 Dispõe sobre a qualificação de organizações sociais de 15/05/1998.

Lei Federal de Inovação 10.973 de 02/12/2004.

Lei Paulista de Inovação 1049 de 19/06/2008 e decretos regulatórios: 54.196 de 02/04/2009, 54.69 de 18/08/2009 e 56.424 de 23/11/2010

Lei 5547 Dispõe sobre o Sistema de Inovação de Botucatu, de 10/12/2013

DECRETO Nº 60.286 Institui e regulamenta o Sistema Paulista de Ambientes de Inovação de 25/03/2014, regulamenta os sistemas: SPTec, RPITec, RPCITec e RPNIT.

Conceitos básicos sobre empresa júnior

Considera-se empresa júnior a entidade organizada, sob a forma de associação civil gerida por estudantes matriculados em cursos de graduação de instituições de ensino superior, com o propósito de realizar projetos e serviços que contribuam para o desenvolvimento acadêmico e profissional dos associados, capacitando-os para o mercado de trabalho.

A empresa júnior será inscrita como associação civil no Registro Civil das Pessoas Jurídicas e no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica-CNPJ.

A empresa júnior vincular-se-á a instituição de ensino superior e desenvolverá atividades relacionadas ao campo de abrangência de pelo menos um curso de graduação indicado em seu estatuto; nos termos do estatuto ou do regimento interno da instituição de ensino superior.

Poderão integrar a empresa júnior estudantes regularmente matriculados na instituição de ensino superior e no curso de graduação a que a entidade seja vinculada, desde que manifestem interesse, observados os procedimentos estabelecidos estatuto e ou seu regimento interno da empresa júnior.

Os estudantes matriculados em curso de graduação e associados à respectiva empresa júnior exercerão sempre trabalho voluntário.

As atividades desenvolvidas pela empresa júnior deverão ser orientadas e supervisionadas por professores e profissionais especializados.

A empresa júnior poderá cobrar pela elaboração de seu portfólio de produtos e pela prestação de serviços, os resultados econômicos auferidos, serão revertidos para o aperfeiçoamento acadêmico de seus associados.

Formação complementar do aluno e a extensão da instituição.

Em relação à formação complementar do aluno a empresa júnior contribui, na medida em que as atividades desenvolvidas são tutoreadas, monitoradas e orientadas por docentes e técnicos, que estabelecem relação contínua de teoria e prática voltadas ao planejamento, organização, execução e controle das atividades do projeto.

Alcança-se, com essa forma de atuação, o complemento de aprendizado no fazer; não simplesmente no fazer pelo fazer, mas conciliando o porquê e como fazer, ou seja, ensina-se a aprender a empreender, a pensar sobre a realidade e dinâmica social e de mercado, introduzindo o conceito empreendedor aumentando no aluno sua criticidade e sua atuação no conceito de Negócios de Impacto Social.

No que tange à relação à extensão, a ação da empresa júnior, é alcançado, pois sua ação é proveniente da demanda apresentada pela comunidade, seja ela da sociedade civil organizada, micro e pequenas empresas, microempreendedor individual etc. Seja esses atores locais ou regionais.

Por não ter fins econômicos e seus serviços de assessoria e consultoria, sua principal missão passa ser servir a comunidade, buscando resultados concretos e efetivos Empresa Junior é expressão concreta do conceito de responsabilidade social da Instituição de Ensino, seu colegiado corpo docentes e acadêmicos e servidores.

 

Antonio Vicente da Silva

Engenheiro Mecânico Térmico, graduado pela UCP – Universidade Católica de Petrópolis, Bacharel em Ciências Contábeis graduado pela UNIFAC – Associação de Ensino de Botucatu.

Especialista em Engenharia Econômica pela UCP, Metalurgia & Processos de Soldagem pela UERJ-RJ e em Turbinas a Gás, seção quente, pela Rolls-Royce Inglaterra.

MBA em Marketing e Gestão de Projetos pelo Centro Universitário Barão de Mauá, Ribeirão Preto.

Atuação na iniciativa privada durante 26 anos. Gerente da PROSPECTA Incubadora Tecnológica de Botucatu, entre 2004 a 2012 e Diretor Executivo do Parque Tecnológico Botucatu entre 2012 a 2017.

Pesquisador FAPESP – PIPE, processo 13/50070-5 e CNPQ, processo 561733/2010-4.

Atuação como docente convidado do Departamento de Economia, Sociologia e Tecnologia da FCA-Unesp, FATEC – Botucatu, fundador da Associação Parque Tecnológico Botucatu em 2011.

Redação Diário | Diário Botucatu

 

 

Veja também: