É tempo de ouvir a nossa Universidade

Redação Diário | Diário Botucatu
Estudantes: a matéria-prima bruta que Botucatu recebe para ser lapidada na universidade

Quem vai pensar os avanços necessários e a modernização do sistema de gestão de qualidade da saúde pública brasileira, hoje tão aquém nas mais simples necessidades de sua multidão cada vez maior de usuários?!

Que modelo novo, experimentado nos laboratórios de pesquisa dessa universidade pública importante, pode servir de referência em alguma área fundamental da máquina pública brasileira, fazendo o país avançar mais rápido?!

Onde estão as ideias e os ideais que fazem pulsar mais forte os corações de mestres e aprendizes dentro da nossa Universidade e que podem ajudar a cidade e o país neste momento de crise?!

Quem vai mostrar para o país que o Agronegócio brasileiro, que tem na UNESP de Botucatu uma de suas principais referências tecnológicas, é bem maior, bem mais promissor e muito mais ético e digno, do que alguns de seus principais que hoje estão sendo mostrados no noticiário nacional?!

Quem sabe “Júlio de Mesquita Filho” possa servir de inspiração na reflexão necessária sobre o papel transformador necessário que a nossa universidade pode voltar a ter.

O espírito juvenil adormecido nas entranhas dos nossos jovens velhos guerreiros que já fizeram a sua parte e agora querem pendurar as chuteiras pode iluminar essa conversa.

Talvez seja preciso um esforço maior, para compartilhar com nossos jovens de hoje, o espírito de uma história que envolveu as nossas primeiras turmas.

Naquele tempo em que quase todo mundo achava que só valia a pena ser jovem, se fosse pra lutar

de verdade por alguma coisa que melhorasse o mundo.

Mesmo que fosse o direito de não usar sutiã.

O prazer e o dever era ter uma boa causa que valesse a pena.

Simples assim.

O interesse pessoal, quem tinha alma de ativista, deixava pra depois dessa fase da vida.

Não era prioridade.
Não era uma obsessão.
Não era um objetivo.

Tenha um bom dia.

Independente se você considerar ou não que existem mesmo boas causas pelas quais vale a pena lutar.