E A “PEGADINHA” DO RADAR NA RODOVIA DE BOTUCATU?!

Redação Diário | Diário Botucatu
Instalados quase sempre em pontos capazes de confundir o motorista em pequenos deslizes na velocidade, sem maiores consequências, que já garantem a receita desejada

A empresa terceirizada bota um radarzinho tipo pica-pau na segunda ponte Castelinho, logo depois do acesso ao Shopping de Botucatu, que fica na beira da rodovia.

Justamente naquela hora em que quem vai fazer compras no nosso belo complexo regional sai da frente – e quem vai pra São Paulo dá aquela ‘aceleradinha’ leve na descida – que nunca matou ninguém – faz parte do exercício natural de dirigir em uma boa estrada.

Pisa só um pouquinho, saindo da área urbana, pra embalar rumo a Castelo Branco. O velocímetro vai a 88 km por hora. E você já parte de Botucatu com uns pontinhos a mais na CNH. Vai chegar pelo Correio. Dificilmente falha. O pessoal da arrecadação do governo é bem eficiente nessa questão. Impressionante.

É uma pena que São Paulo, quando tinha 140 mil habitantes (a população que Botucatu possui hoje), não escutou os chatos que queriam pensar o futuro da capital do estado, com todas as suas necessidades, arquitetando um bom projeto de transporte coletivo para aquela que já se sabia, seria uma das mais importantes cidades do planeta.

Senão, a gente poderia viajar com todo conforto num daqueles modelos incríveis da Irizar – tipo exportação, que as empresas de turismo do Chile encomendam – e ir para capital paulista lendo um jornal razoável ou teclando umas bobagens no celular, enquanto pensa na vida.

Dá até pra tirar uma soneca. Uma delícia de viagem.

Duas horinhas cravadas de um passeio relaxante e confortável, com a opção de ver um bom filme no monitor. O serviço básico que qualquer lugar do mundo que funciona direito oferece para seus fregueses. E com serviço de bordo a cada 30 minutos.

Isso seria possível se, chegando a Sampa, o passageiro encontrasse transporte público eficiente e rápido para qualquer canto que seja o destino final.

Poderia embarcar de dentro da rodoviária paulistana num legítimo Induscar-Caio, outro produto Made in Botucatu de primeiríssima linha. Nunca um modelo básico, desses que roda aqui no interior de SP.

Um modelo com o grau de exigência que faz o passageiro se sentir cliente. De primeira classe. Em qualquer lugar do mundo. Mesmo na sua própria cidade.

Um produto com o nível de inovação, tecnologia e conforto que a nossa grande fábrica também sabe fazer tão bem.
Somos uma terra de especialistas nesse negócio de Buzão.

Desde os tempos em que a nossa Caio ainda era controlada pelas famílias que vieram antes da chegada dos investimentos do Grupo Ruas, que dão sequência a essa longa história de empreendedorismo.

Mas isso é coisa praticamente impossível naquela megalópole que no seu planejamento urbano só se dispôs a pensar direito a sua parte mais nobre, justamente aquela que hoje sofre os efeitos da escolha egoísta que fez. Recebe de volta o que não plantou no tempo certo.

E agora fica muito mais difícil de resolver.

Planejar o transporte público para o futuro: por ser mais barato, mais rápido, mais prático e mais eficiente.
Uma boa bandeira para uma cidade que nasceu com o trem, aprendeu encarroçar ônibus e fazer avião voar, fortalecer de cabeça erguida.

Mas a gente está sempre com pressa. Não tem tempo de pensar a cidade, a universidade, a comunidade. Então vamos cuidar da vida. De repente a cidade se cuida sozinha…

Tenha um bom dia!

Independente se você concorda ou não que viver em uma cidade de primeiro mundo também é ter a opção de deixar o carro na garagem e até fazer a escolha de não ter um carro, gastar seu dinheiro em outras coisas boas da vida, que até fazem mais sentido.

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  • Fábio Silva

    Exercício natural?? nunca matou ninguém??? Dirigir acima do limite de velocidade é desrespeitar as leis de transito. O descumprimento de regras de transito “um pouquinho só” é o causador de uma centena de acidentes. Descumprir a lei apenas um pouquinho é o motivo principal do Brasil estar como está. “Vou pegar só um pouquinho de dinheiro”, “não preciso respeitar as regras” mas é só um pouquinho!!. Absurdo um jornal colocar isso como se fosse “normal.” Não quer tomar multa?? Fácil!!! respeite a velocidade… é mais seguro para seu bolso e certamente para sua vida.