A classe média vai reagir se tiver que pagar a conta?

Redação Diário | Diário Botucatu
Classe média começará a sentir na pele as consequências das novas medidas e intenções anunciadas pelo governo

Até agora assistindo a crise sem bater panela na rua, depois que descobriu que o Brasil também tinha ladrões que não se vestiam de vermelho; e mais preocupada em segurar as pontas para manter o emprego bom que sustenta algumas regalias de famílias deste espectro sócioeconômico, a classe média deve começar a berrar, com as últimas medidas e intenções anunciadas pelo Governo Federal.

O aumento na alíquota do imposto de renda, que está sendo estudado pelo governo, atinge diretamente todas as castas do serviço público e os médios e altos escalões da maioria das médias e grandes empresas brasileiras. Nas micro e nas pequenas empresas até que não faz muita diferença.

Só para o empreendedor, aquele que carrega o negócio nas costas, em troca de um sofrido pro labore.
Mas os efeitos de todos os aumentos de impostos que estão sendo estudados pelo Governo Federal para cobrir seu rombo que pode chegar a R$ 160 bilhões em 2017 e crescer mais R$ 40 ou R$ 50 bilhões em 2018, acabam indo parar na ponta de todos os produtos adquiridos pelo consumidor.

Os dados oficiais mais recentes da economia mostram que a escalada
inflacionária diminuiu no primeiro semestre de 2017, ficando dentro da meta estabelecida pelo Ministro da Fazenda. Com o aumento de impostos, ela (a inflação) deve voltar a mostrar suas asinhas: todo tributo a mais causa remarcação imediata no preço das etiquetas.

A classe média, sempre espremida entre os dois extremos de um país profundamente desigual,
agora está sendo chamada para dividir a conta da farra dentro da estrutura governamental.

Já apertou o cinto, cortou tudo o que podia, e se contentou em ter uma vida sem alguns dos grandes prazeres que lhe permitiram nas últimas duas décadas. Nem jornal impresso está tendo dinheiro pra assinar mais. Mas ainda não soltou seu grito de revolta.

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