A Bahia queria mandar no Brasil

O senador Antonio Carlos Magalhães: o homem mais forte da política brasileira no final do século 20

Redação Diário | Diário Botucatu
Antonio Carlos Magalhães: o velho senador mandou no Congresso Nacional nos governo Sarney, Collor, Itamar e FHC.

A cultura popular brasileira se acostumou a chamar de baiano aquele pessoal cheio de sonhos na cabeça que chegava nas rodoviárias dos grandes centros urbanos do país, com suas malas e caixas nas costas em busca de uma vida melhor. Mas existem outros baianos, que vivem bem longe das lotadas rodoviárias e ônibus interestaduais. Os baianos que mandam na Bahia. E os baianos que mandam no Brasil. Há muito tempo.

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O filho L uis Eduardo: uma carreira meteórica interrompida aos 43 anos, quando era preparado para ser candidato a presidente da República, na sucessão de FHC.

Se tivesse, já saberia faz tempo da movimentação intensa que o ex-deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) estava fazendo naquele apartamentinho forrado de reais e dólares. Geddel é bandido antigo na política brasileira.

Era do time de uma raposa velha chamada Antônio Carlos Magalhães o atual prefeito de Salvador, ex-governador e senador baiano que tinha o apelido de Toninho Malvadeza, tantas foram as estripulias que ele e seus correligionários – e depois seus herdeiros políticos – fizeram no estado da Bahia nos bastidores da política nacional nos últimos 50 anos.

E o projeto baiano era ousado.

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ACM Neto (DEM-BA), é o atual prefeito de Salvador. Amigo de Aécio Neves e João Dória Júnior, viu outro amigo, o Geddel, ser preso pela Lava Jato.

Chegou a ter ambições presidenciais, com o filho de ACM, Luiz Eduardo Magalhães que faleceu em 1.988 e foi presidente da Câmara Federal durante o governo FHC: apoiado por um monte dessas figurinhas que fazem parte do álbum da Odebrecht, da JBS e do Petrolão.

O velho ACM também é avô do atual prefeito de Salvador ACM Neto (DEM-BA), hoje um dos entusiastas da candidatura presidencial do prefeito de São Paulo João Dória Júnior (PSDB).
E o Estado da Bahia não tem dinheiro nem para comprar tornozeleira eletrônica. Barbaridade

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