AÉCIO E TEMER PRECISAM ‘SAIR DE CENA’ PELO MESMO MOTIVO

Até que comprovem – se isso for possível – sua inocência em relação às acusações que pesam sobre eles

Redação Diário | Diário Botucatu

O SENADOR E O PRESIDENTE NA CORDA BAMBA – E um deputado carioca do tipo “Fufuca” de olho e com muita
vontade de colocar um pé na bunda do atual ocupante da cadeira presidencial. Se der certo, o Brasil torce para
que Rodrigo Maia (DEM-RJ) não esteja marcado com “o batom da corrupção na cuequinha branca”, que parece
ser o uniforme da maioria dos políticos que hoje lideram o Rio de Janeiro rumo ao caos social e urbano.

Uma cidade maravilhosa que permitiu que o caos transformasse a linguagem do fuzil no idioma predominante.
Uma pena ver uma cidade tão linda se transformar numa espécie de Bagdá brasileira, onde se guerreia por
religião, onde se duela em nome da arte, onde se tolera e se reforça a violência em nome de uma tal de paz.

Pra continuar colocando no mesmo saco uma geração inteira de figuras que mandam nos partidos políticos e que já mostraram com sua própria voz – através das gravações feitas pela Polícia Federal – ser gatos do mesmo tipo de pelagem, Aécio Neves e Michel Temer precisam ser retirados do campo de jogo.

Esse é o desafio de quem tem gabinete e senha no placar eletrônico onde se decide a perrenga: o Congresso Nacional.
Aécio e Temer são os homens que fazem a intersecção entre o PMDB e o PSDB – mantendo o DEM acorrentado às pernas. E com uma dezena daquelas siglas de menor significado à reboque, fazendo arte e construindo essa cultura que hoje corrói por dentro, por exemplo, a cidade e parte do estado onde o Cristo Redentor, de braços abertos, está fincado em uma pedra formando um dos cartões postais mais conhecidos no mundo.

O afastamento de ambos serve para a necessária deslegitimação, de uma vez por todas, das eleições de 2010 e 2014, onde o dinheiro do setor estruturado de propinas da Odebrecht e das empreiteiras amigas – e o dinheiro do Grupo matador de gado profissional e exportador de carne recheada de caixa dois em campanha eleitoral, dirigido pelos Irmãos Batista – irrigaram o sistema para impedir que eleitor tivesse uma opção viável de mudança, ou no mínimo, de estancamento das fortes veias da corrupção dentro da máquina do Estado brasileiro.

O problema, é que essa é uma decisão política.

Como foi (uma decisão política) a cassação de Collor (1.992), como foi a cassação de Dilma (2016). Como é a criação de uma CPI qualquer para investigar alguma coisa que possa abalar as estruturas em qualquer casa do Poder Legislativo: federal, estadual ou municipal.

No Brasil, é tão difícil aprovar investigação contra quem tem mandato político em qualquer das nossas quase 6.000 Câmaras Municipais e 27 Assembleias Legislativas nos estados, como é nas duas casas Legislativas nacionais, que ficam instaladas nas torres gêmeas de Brasília (DF).

Quando a oposição tem número, não deixam votar. Quando a oposição é um detalhe, nem deixam falar. Rodrigo Maia foi o especialista em relacionamento Legislativo escolhido pela maioria de seus 513 colegas de Câmara Federal, para ser o presidente da Casa. Ele sabe muito bem como as coisas funcionam nos bastidores da capital federal.

Esta semana, o Brasil vai saber quais são os interesses que ele representa sendo o Presidente da Câmara Federal e – ao mesmo tempo e pela segunda vez em menos de 90 dias – herdeiro natural do trono que hoje sustenta as nádegas de Michel Temer.

Está por um triz…

Tenha um bom dia.

Independente se você acha que o eleitor mineiro, o eleitor carioca e o eleitor paulista são os responsáveis pela existência no cenário desses três personagens controversos da política brasileira ou se considera que tudo isso simplesmente não é problema seu…

 

 

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