Jovem goleiro botucatuense busca sucesso entre profissionais no Mogi Guaçu

Renan Vitor Bueno, de 18 anos, foi alçado ao time principal no ano passado e agora tenta enfrentar os percalços da concorrida vida dos jogadores de futebol

renan-vitor-buenoReprodução

Em meio a um esporte tão admirado e desejado por jovens de todo o Brasil, um jovem botucatuense de 18 anos tenta a sorte numa carreira onde poucos conseguem voos altos e um sucesso financeiro cedo. Trata-se de Renan Vitor Bueno.

Em férias do agitado calendário do futebol, o goleiro conversou com o Diário Botucatu para revelar quais seus planos e como foi a estreia entre os profissionais da equipe que defende há pouco mais de um ano, o Independente de Mogi Guaçu.

Renan começou a jogar bola aos 10 anos de idade, ainda criança. Mas nunca havia pensado em atuar profissionalmente. “Comecei a pensar em profissional com 14 anos, quando passei a fazer parte do Esporte Brasil, daqui de Botucatu”, disse. O Esporte Brasil era um projeto social da cidade que levava jogadores para clubes de futebol.

Do Esporte Brasil, partiu, em 2015, para um clube de Limeira, cidade do interior paulista. Mas o sucesso não veio. Ficou apenas quatro meses, treinando com os garotos da base, sem atuar em partidas. Decidiu buscar novos ares que alavancassem a promissora carreira.

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Seguiu para Mogi Guaçu, próximo a Mogi Mirim, para defender o Independente. Lá, foi alçado aos profissionais e, enfim fez sua estreia, em um amistoso. Em meio a defesas difíceis, segurou o 0 a 0 contra o Itapirense, no ano passado. Recebeu elogios do treinador no jogo “mais marcante da carreira”.

No ano passado, treinou em dois períodos para a disputa da Liga Paulista, da Liga de Futebol Paulista – órgão não vinculado à Federação Paulista e Futebol –, e de torneios amadores da região. Renan é o segundo goleiro entre os três profissionais. O titular é mais velho e mais experiente.

dsc04316Marcelle Conte | Diário Botucatu

O botucatuense conta que é treinado e aconselhado por Marcio Cruz. Para quem não sabe, o ex-atleta foi o primeiro a levar um gol de ninguém mais, ninguém menos que Neymar. Quando o craque atuava pelo Santos, marcou profissionalmente contra o Mogi Mirim, de cabeça, no Paulistão de 2009. O clube praiano venceu a partida por 3 a 0.

E muitos jogadores devem deixar o clube. Alguns, inclusive, já avisaram Renan que não devem seguir na equipe nesta temporada.

No tempo livre, passeia pelo shopping. “O shopping fica ao lado da concentração. A gente vai lá no cinema e na praça de alimentação”, diz. Outros atletas também sofrem com a saudade dos familiares. Mas, juntos, passam por cima da dificuldade. “A saudade a gente aguenta. Tem que aguentar, não é? Tem gente de Manaus, Pará, até um do Chile. Todos na mesma faixa etária, alguns sub-16. Um ajuda o outro, um conforta o outro”, conta.

Ele ainda tentou se inscrever no Primavera, de Indaiatuba, para disputar a Copa São Paulo de Futebol Junior, mas acabou perdendo o prazo e ficou de fora do time. “Mas ainda tenho esperança de disputar o Campeonato Paulista”, afirma.

O jovem ainda busca patrocínio e um empresário. Quem agencia sua carreira são seus pais, que moram no bairro Parque Santo Antônio, em Botucatu. A mãe vende salgados e bolo e o pai é pedreiro.

A expectativa da família é que ele alcance o sonho de ser reconhecido no futebol e, claro, ajude a complementar a renda.