Nova exposição no Fórum das Artes

Na tarde de sexta (30) estavam sendo discutidos os últimos detalhes da exposiçãoSidneyTrovão
Na tarde de sexta (30) estavam sendo discutidos os últimos detalhes da exposição

Na noite de sexta-feira (30) foi aberta a nova exposição do Fórum das Artes, “Uma ideia fixa que se move”. A mostra, que segue em cartaz até o dia 15 de janeiro de 2017, reúne cerca de 40 obras inéditas de artes visuais de Elisete Alvarenga, Lara Valente, Márcia Porto, Marina Tavares, Otávio Seraphim e Patricia Sayuri.

Os artistas participaram também da exposição anterior do Fórum, “Conceito coletivo” – promovida pelo Museu de Arte Contem­porânea (MAC) Itajahy Martins, por meio da secretaria municipal de Cultura -, cuja comissão julgadora selecionou os seis para expor novamente no espaço. “Para essa exposição, a partir daquela ideia selecionada [da primeira mostra] eles podiam produzir novas obras, alguns seguiram a mesma linha, outros não”, conta Claudia Bassetto, diretora do MAC. “Tem fotografias, gravuras, desenhos e objetos”.

A curadoria é da artista plástica Célia Barros, que também é educadora na Bienal de São Paulo. Portuguesa e moradora de São José dos Campos, é a primeira vez que ela trabalha em uma mostra em Botucatu, onde realizou encontros com os artistas e também com os mediadores do Fórum. Ela conta que conheceu pessoalmente os ateliês de todos os expositores e que, até chegar ao projeto final, foram feitos oito desenhos diferentes da exposição. “Eu respeito muito o lugar do visitante. Quando ele chega, que está olhando para uma coisa, quando olha para o lado tem que haver uma sequência de alguma maneira, algum tipo de diálogo. Mesmo que seja um contraste, precisa haver um fluxo de alguma maneira”, afirma. “Essa é a nossa proposta aqui. De uma maneira geral, todos os trabalhos estão bem expostos, bem valorizados com o seu espaço”.

“Vestir” é a instalação da artista Patricia Sayuri na mostra, que na tarde de ontem (30) estava no Fórum ajustando os últimos detalhes para a abertura. Ela conta que fez uso do shibori para confeccionar a peça – um quimono antigo – técnica de tingimento que aprendeu em uma viagem ao Japão em 2014. “Esse trabalho fala sobre os dois lados do vestir. O lado que eu construo uma coisa de vestir, que eu dou o meu carinho, o meu afeto em relação ao tecido; e o lado de vestir o outro, o vestir enquanto uma relação de afeto”, explica Patricia. “Nessa instalação uma pessoa é vestida pela outra, você só consegue visualizar a peça por completo quando ela está vestindo um corpo”.

“Uma ideia fixa que se move”

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