Usuários temem ficar sem transporte coletivo

Entretanto, o secretário adjunto de Mobilidade Urbana, Rodrigo Fumis, garante que população não precisa se preocupar

Após o acontecimento de uma série de incidentes envolvendo os ônibus de transporte público das empresas Stadtbus e São Dimas, o ex-prefeito João Cury Neto anunciou no dia 21 de dezembro que o contrato com as empresas seria rescindido e que elas teriam o prazo de 30 dias para deixar de atuar em Botucatu. Diante deste cenário, alguns usuários do transporte público coletivo estão preocupados e temem ficar sem a disponibilidade do serviço.

Fernanda Vasques mora longe do centro da cidade e teme ter que ir andando de sua residência até o localSidney Trovão
Fernanda Vasques mora longe do centro da cidade e teme ter que ir andando de sua residência até o local

A dona de casa, Fernanda Vasques, explica que utiliza os ônibus até quatro vezes durante a semana e que está com receio de que eles parem de circular na cidade uma vez que sua residência fica muito distante do centro de Botucatu . “Eu estou com um pouco de medo de ficar sem o transporte, porque o local onde eu moro é muito longe, é lá no Monte Mor. A caminhada de lá até o centro leva cerca de uma hora, então fica complicado”.

"É um serviço essencial para as pessoas”, afirma a cabeleireira Raquel RosaSidney Trovão
“É um serviço essencial para as pessoas”, afirma a cabeleireira Raquel Rosa

Já a cabeleireira, Raquel Rosa, além de sentir apreensão por si mesma, chama a atenção para as pessoas que possuem maiores dificuldades para se deslocar. “Eu estou com bastante medo, não só por mim, mas também pelas pessoas que mais necessitam do transporte, principalmente os idosos. Nós que somos mais novos podemos até caminhar, mas para as pessoas com deficiência e que tem bastante dificuldade para se locomover fica muito difícil. É um serviço essencial para as pessoas”, salienta.

Dona Adir Cunha dos Santos acredita que a situação está difícil mas tende a ficar pior se o transporte for interrompidoBruna Zechel | Diário Botucatu
Dona Adir Cunha dos Santos acredita que a situação está difícil mas tende a ficar pior se o transporte for interrompido

Tal dificuldade é enfrentada pela aposentada, Adir Cunha dos Santos, que utiliza o transporte coletivo quase todos os dias da semana. “Fica difícil porque nós não sabemos direito o que está acontecendo com as empresas, mas se ficar sem [os ônibus] vai ser ainda pior, principalmente para nós idosos, que já não temos mais as pernas boas para ficar andando muito”.

“A população pode ficar tranquila”

Mesmo com o receio de suspensão do transporte público por parte de alguns usuários, o secretário adjunto de Mobilidade Urbana, Rodrigo Fumis, afirma que o processo de rescisão do contrato está transcorrendo conforme as expectativas.

“O prazo da rescisão de contrato está correndo, já foi feito o trâmite da notificação e agora vai correr o trâmite jurídico de contraditório, mas não dá para delimitar [quando o processo vai ser finalizado], é difícil porque pode ter algum tipo de ação no meio da história. As empresas ainda não entraram com os recursos que lhe cabiam, então o processo ainda está nesta primeira esfera”.

Desta forma, Fumis também esclarece que não há motivos para que os usuários fiquem preocupados. “É um serviço essencial que não pode ser suprimido, ele precisa ser mantido. No caso de uma situação grave nós vamos ter que arcar com outros meios, fazer de alguma outra forma. Mas não há com o que se preocupar, a população pode ficar tranquila que a administração está fazendo de tudo para que o serviço não seja interrompido”, finaliza.