Sindicato afirma que não acredita em redução no preço da gasolina, mas sim em aumento

Um dos fatores que vai resultar no aumento dos preços é o período de entressafra do etanol, que também faz parte da composição da gasolina

posto-de-combustivel-5Sidney Trovão

O presidente do Sincopetro de Bauru e região (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), José Reggini afirmou em entrevista ao Diário que não acredita na redução do preço da gasolina, principalmente por conta do período de entressafra do etanol, que impacta diretamente nos preços.

“A gente recebeu a informação que o governo baixou o valor nas refinarias, mas onde está essa redução, a gente também ainda não viu. Na verdade, o diesel já teve uma redução, mas a gasolina não acredito que vá reduzir o preço, porque agora estamos na entressafra do etanol e como a gasolina possui cerca de 27% de etanol na sua composição, a redução anunciada pelo governo é menor, do que o aumento que o etanol está sofrendo. No último mês o etanol sofreu um reajuste de R$ 0,46”, afirma.

A fiscalização dos preços de combustíveis é feita pela ANP (Agência Nacional de Petróleo), mas não há uma regulamentação sobre o preço, cada posto pode colocar o valor que achar mais adequado. “A ANP embora seja a responsável por fiscalizar essa atividade, ela não tem como obrigar os postos de combustíveis a repassar a redução para o consumidor. Ao longo do mês, as distribuidoras realizam diversos reajustes, que os postos não conseguem passar no preço final”, afirma Reggini.

Mas, o fato é que há cidades onde é possível encontrar combustível mais barato, independente das ações do governo. Na nossa região Bauru é o maior exemplo. Não é raro encontrar botucatuenses que quando vão até Bauru, depois postam fotos do preço praticado na cidade, bem abaixo do encontrado em Botucatu. “Em Bauru o que existe é guerra de preço, pois o número de postos é alto, a população tem muita opção e quando um dono de posto quer ganhar mercado, ele realmente briga no preço, pois é o que chama a atenção do consumidor. Em cidades onde não existe essa guerra, você vai ver que os preços são praticamente os mesmos e geralmente mais altos”, finaliza Reggini.

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