São Dimas diz que segue operando normalmente após confirmação de rompimento

Sidney Trovão
A São Dimas, através de assessoria, afirma que continua operando normalmente na cidade

Após o prefeito Mário Pardini (PSDB) anunciar o edital oficializando o rompimento de contrato com as empresas responsáveis pelo transporte coletivo urbano em Botucatu, a São Dimas emitiu comunicado afirmando que “ainda não foi notificada da decisão e segue operando normalmente primando pela qualidade do serviço e atendimento à população” e também que “nos próximos dias entrarão em circulação os quatro novos veículos adquiridos junto à Caio/Induscar”. A Stadtbus também foi procurada, mas não deu retorno até a publicação da reportagem.

Após a publicação do edital, as duas empresas terão 180 dias para continuar prestando serviços, através de decreto, para que a Prefeitura Municipal de Botucatu possa realizar nova licitação. O rompimento de contrato foi anunciado ainda na gestão do ex-prefeito João Cury Neto (PSDB) e mantido por Pardini por conta das inúmeras reclamações de quebra de veículos, colocando passageiros em risco e atraso nas linhas.

O prefeito Mário Pardini disse que após a comunicação para as empresas São Dimas e Stadtbus, em janeiro, precisou ser respeitado prazo legal para que as mesmas fizessem sua defesa, motivo pelo qual continuaram operando e que após isso, também foram analisados os recursos e ambos indeferidos, o que levou a essa decisão anunciada quarta-feira (12), de encerrar o contrato.

Pardini também falou sobre sua intenção de criar uma autarquia para administrar o serviço de transporte público. “Não estou falando da Prefeitura comprar ônibus e assumir o serviços, mas de gerenciar”, explica.

As duas empresas foram anunciadas em 2011 e começaram a operar na cidade em 2012, quando a São Dimas usava o nome Sant’Anna. A Stadtbus foi apresentada para atuar no lote 1 [linha amarela], atendendo as linhas dos bairros. Já Viação Sant’Anna, antiga Auto Ônibus Botucatu e atual São Dimas, passou a atender o lote 2 [linha azul], as linhas que abrangem a Cohab, Unesp, Rodoviária, Rubião Júnior e Monte Mor.

Na época se falava em cerca de 27 mil passageiros ao dia e a passagem custava R$ 2,35. O valor atual é de R$ 3,35.

O então prefeito João Cury Neto falava que o contrato que estipulava o prazo de 10 anos de concessão dava nova esperança a um sistema que há anos se encontrava mutilado. “Não podíamos mais empurrar os problemas para debaixo do tapete como estava sendo feito com as concessões emergenciais realizadas nos últimos anos. O sistema já estava engessado, dificultando a própria Auto Ônibus fazer novos investimentos. Com essas duas empresas dividindo a operação esperamos melhorar e muito o serviço, que poderá ser comparado pela população. O importante é que isso não saiu de nossa cabeça, era algo clamado pela população e que só foi possível porque vimos que era tecnicamente e economicamente viável. Este é mais um compromisso assumido e cumprido pelo nosso governo”, declarou, em novembro de 2011.

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