A Rondon virou avenida:isso é bom?! ou é ruim?!

Redação Diário | Diário Botucatu

O principal corredor de um futuro rodoanel urbano. É exatamente nisso que está se transformando, neste momento da história, a nossa antiga rodovia e hoje praticamente “avenida” Marechal Rondon, .

Com todas as suas possibilidades de acesso fácil para diversas regiões dessa cidade comprida que hoje se espreme na ferradura formada pela rodovia quando corta a cidade, deixando na parte aberta do formato de ferradura com que corta Botucatu, um dos pedaços mais lindos da nossa extraordinária Cuesta.

É como se Botucatu tivesse, de novo, crescido no entorno dela (da rodovia Marechal Rondon), como era antigamente: com o ponto final da rodovia encaixando na entrada da Rua Amando de Barros. Durante muito tempo, qualquer viajante precisava atravessar Botucatu para seguir em frente, em direção ao oeste paulista ou no sentido contrário, a caminho da capital. Era uma época em que a Castelo Branco nem havia sido imaginada ainda.

Hoje dá orgulho da cidade que se vê quando se desce a Rondon, no sentido interior-capital, invadindo nossa zona urbana. Logo depois de admirar do lado direito as nossas modernas encarroçadoras de ônibus, o viajante vê surgir do lado esquerdo uma cidade que hoje é muito mais, pode muito mais, chegou muito mais longe do que se esperava dela no início dos anos 90, quando este jornal começou a circular e cinquenta mil pessoas a menos viviam neste lugar.

A nossa rodoavenida também se tornou nos últimos 25 anos uma confortável bifurcação para a escolha de um caminho, para quem prefere seguir para São Paulo em autopista segura e duplicada do começo ao fim. Uma viagem sempre mais tranquila, apesar do valor puxado dos pedágios: salgado mesmo.

Logo no início do trajeto, ao entrar na Castelinho, surge o nosso moderno Shopping, ocupando imponente a vista para o lado direito. Em seguida, do outro lado, dá pra sentir de perto e confirmar o peso que os aviões da Embraer – e parte importante de sua cadeia produtiva –  possuem na nossa economia local.

Se a ganância que existe por trás da especulação imobiliária – e a falta de visão estratégica de longo prazo das nossas lideranças políticas não atrapalharem – Botucatu pode definir antes de 2020, com tempo, com prazo, com sabedoria, que tipo de visão de futuro quer ter em relação as largas avenidas que vai herdar das rodovias e decidir que tipo de planejamento urbano quer ver ao seu redor.

Poderiam ser parques arborizados, como nas grandes cidades do planeta que souberam projetar e pensar racionalmente seu futuro. Daqui a uma década todo mundo teria orgulho do que fizemos hoje para garantir uma cidade melhor para as futuras gerações. Seria um dos nossos verdadeiros legados como sociedade, como comunidade.

Até porque a Marechal Rondon não precisa de mais trechos duplicados do que já tem entre Botucatu e Itu. No sentido capital ela vai ser a nossa eterna estradinha turística, algo como o que a velha estrada de Santos significava para quem descia para o litoral nos Anos 60. É um caminho alternativo para conhecer e desfrutar de nossas belezas naturais e de todas as outras coisas que Botucatu pode proporcionar para quem a escolhe como destino.

 

Tenha um bom dia.

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