Presidente da AEAB afirma que lojistas da área não revitalizada da Amando estão sendo prejudicados

Sidney Trovão
“Concorrência desleal” seria um dos motivos pelos quais os comerciantes pedem a segunda etapa da revitalização

Conforme divulgado ontem (14) pelo Diário, o início da segunda etapa da revitalização da Rua Amando de Barros está na dependência de uma análise orçamentária. Enquanto isso, os comerciantes que possuem estabelecimentos nos quarteirões que não foram revitalizados sofrem com uma “concorrência desleal” em relação as lojas pertencentes a área revitalizada, conforme explica o presidente da Associação Empresarial da Rua Amando de Barros (AEAB), Mauricio Serodio.

“Nós, dos quarteirões ainda não revitalizados, estamos sendo inferiorizados e prejudicados. Porque é evidente que é mais gostoso para os clientes passear no trecho revitalizado. Basta passar pela Rua Amando num sábado para perceber isso”, lamenta o presidente, que também é proprietário de um estabelecimento localizado no trecho não revitalizado.

“É injusto com os comerciantes do trecho não revitalizado, trata-se de uma concorrência desleal, porque nos seis quarteirões que foram revitalizados a diferença de movimento é muito grande, só não é maior porque nós estamos vivendo um período de crise”, completa o presidente da AEAB, Mauricio Serodio.

Ele também não concorda com o fato de outras vias públicas terem recebido melhorias antes da Rua Amando de Barros. “Nós já contribuímos por 100 anos, o que significa que a Rua Amando já deu mais contrapartida do que deveria dar, até porque nós somos o principal corredor e gerador de empregos no setor do comércio. E mesmo assim outras ruas receberam investimento primeiro, como a Avenida Vital Brasil e a Rua Major Matheus”.

 

Para presidente da AEAB, questão orçamentária não seria problema já que verba já estava destinada

Sidney Trovão
“Nós, dos quarteirões ainda não revitalizados, estamos sendo inferiorizados e prejudicados”, afirma o presidente da AEAB, Mauricio Serodio

“O Pardini nos prometeu que o que estava projetado pelo João Cury [no que diz respeito a revitalização], eles iriam concluir logo após as chuvas desse ano, que é o primeiro de mandato. E nós acreditamos que ele realmente vá cumprir, até porque se o João Cury já havia dito que tinha destinado R$ 2 milhões para todo o trecho, eu não entendo onde está a dificuldade orçamentária. É verdade que nós estamos vivendo um momento de crise, mas há um compromisso”, aponta o presidente da Associação Empresarial da Rua Amando de Barros, Mauricio Serodio.

Uma reunião com o poder público local também deve ser marcada em breve justamente para discutir a importância da continuidade da revitalização da Amando o mais breve possível, afirma Mauricio. “Terminando o período chuvoso nós vamos tentar agendar uma reunião com o [Prefeito Mário] Pardini e o André Peres [Vice-prefeito], para solicitar a conclusão dessa obra. O nosso objetivo é continuar lutando com a nova administração para que nós tenhamos igualdade para concorrer. Até porque eu sou cobrado disso diariamente por alguns comerciantes dos quarteirões não revitalizados”.

 

Para dona de loja, área revitalizada é melhor

Uma proprietária de duas lojas de cosméticos e perfumaria localizadas na Rua Amando de Barros, sendo uma na parte revitalizada e outra não, que não quis se identificar, confidenciou ao Diário que a loja que fica localizada em um dos quarteirões já revitalizados possui maior movimento. Ela também percebe que os clientes conseguem andar com mais comodidade.

A proprietária diz ainda que embora durante os dias de reforma o transtorno seja grande e o movimento caia, ela espera que o mesmo ocorra com o quarteirão onde fica localizado seu outro estabelecimento.

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