Milton Monti (PR) de olho nos movimentos de João Cury

Redação Diário | Diário Botucatu
O deputado e o presidente: um embate regional histórico entre o velha guarda do PMDB e a jovem guarda do PSDB

Se o noticiário atá agora vinha sendo interessante para as pretensões do ex-prefeito João Cury Neto, que pretende ser candidato a deputado federal nas eleições do ano que vem, a ducha de água fria deve ter sido grande com a repercussão da denúncia do MP.

O desgaste político de seu concorrente natural na região, o deputado federal Milton Monti (PR) – por ter votado a favor do arquivamento do pedido contra o presidente Michel Temer, e também ter seu nome entre os beneficiários de investimentos oriundos do setor de propinas da Odebrecht – parecia ser uma vantagem para as pretensões de Cury.

Mas na mesma semana em que Monti e o ministro dos transportes anunciaram o início da construção do novo viaduto de Botucatu, que vai ligar o Jardim Cristina ao Jardim Paraíso, Cury também enfrenta uma denúncia do Ministério Público.

Ao mesmo tempo em que prepara sua estratégia e amarra as pontas soltas da política local e regional para viabilizar sua eleição para deputado federal em 2018, João Cury sabe que não pode bobear quando o assunto envolve o Poder Judiciário, num momento em que a classe política vive sua pior crise de credibilidade.

Monti deve estar respirando mais leve agora. Já sabe que Cury também vai carregar na campanha de 2018 o seu incômodo telhado de vidro. Agora o jogo ficou equilibrado de novo entre as duas famílias que disputam palmo o poder político na região de Botucatu (SP). Há muito tempo. Com méritos também, é claro. Pelo menos até agora.

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