Estacionamento particular ou rotativo? Qual compensa mais?

Diário visitou três estacionamentos no Centro para analisar preços e comparar com os parquímetros

Estacionamento privadoSidney Trovão
Preços variam entre R$ 2, meia hora, e R$ 5 para duas horas

Com o aumento do preço dos parquímetros e o descontentamento dos botucatuenses, muitos se questionam qual seria a melhor opção para quem deseja estacionar no Centro da cidade. Seja para quem trabalha na região ou apenas passa para resolver um problema pontual, como ir ao banco, por exemplo, é necessário desembolsar uma pequena quantia de dinheiro, para quem utiliza automóvel.

O Diário visitou três estacionamentos no Centro de Botucatu para conhecer os valores oferecidos aos motoristas. Os preços variam de R$ 2 para uma hora e R$ 5 para duas horas. Dois deles dão a opção de pagar por meia hora de serviço, ambos a R$ 2. No rotativo, meia hora custa R$ 1, uma hora, R$ 2, hora e meia, R$ 3, e duas horas, R$ 4.

Saiba mais:

Comerciante Eliane regina BuenoSidney Trovão
Economia é um dos fatores determinantes para a escolha de Eliane

A resposta para quem trabalha diariamente próximo à Rua Amando é unânime. Tanto financeiramente quanto pela questão da segurança, pagar por um estacionamento privado é uma boa saída. A comerciante Eliane Regina Bueno trabalha de segunda a sábado e paga R$ 75 por mês em um estacionamento. “Compensa muito mais. Se eu pagar um dia de rotativo, dá quase a metade do mês inteiro”, afirma. Além disso, a comodidade é um dos fatores determinantes para a escolha. “Eu tenho o controle do portão. É mais seguro e eu sei que ninguém vai mexer no meu carro também”, diz.

A bancária Priscila Alencar também prefere pagar mensalidade. “A hora que eu chego, por volta das 9h30, 10h, já não tem mais vaga na rua, com parquímetro ou não. No privado, eu não perco tempo tendo de procurar lugar. Se eu deixo na rua, eu não tenho com quem reclamar se baterem ou riscarem meu carro”, afirma.

José Luiz BuzangaSidney Trovão
José Luiz Buganza possui 30 mensalistas em um de seus estacionamentos

José Luiz Buganza é proprietário de um estacionamento privado na Rua Curuzu e cobra R$ 120 a mensalidade. Segundo ele, são 30 mensalistas em seu estabelecimento. “A maioria dos mensalistas trabalham em comércio. Aqui a gente tenta deixar o pessoal à vontade. Se quiserem, eles podem levar a chave”, afirma.

Para ele, o aumento no preço dos parquímetros não vai surtir efeito em seu negócio. “Quem tem o hábito de parar em estacionamento, vai continuar parando. Por enquanto, não houve mudança de movimento com o novo preço do rotativo”, diz.

Sidney Trovão
Renato Vieira só estaciona na rua quando tem de fazer algo rapidamente

Renato Vieira afirma que entre estacionamento e rua, ele prefere estacionamento. “Ou eu procuro uma rua que não cobre o parquímetro. O preço está caro. Só uso ele em último caso, quando tenho de fazer algo rapidinho. Tem a dificuldade também de achar vagas”, afirma o bancário. Outro inconveniente é, conta, a correria de ter de sair correndo para trocar o papel do rotativo. “Temos de ficar calculando o horário e deixando o local de trabalho para renovar o parquímetro”, finaliza.