Caio Induscar volta a ter jornada de trabalho normal nesta segunda-feira

Carga horária integral acontecerá por um mês e se cenário econômico não melhorar, redução de trabalho volta a valer em dezembro

Até janeiro Empresa não poderá demitir funcionários por causa de acordo firmado com Sindicato dos MetalurgicosSidney Trovão
Até janeiro Empresa não poderá demitir funcionários por causa de acordo firmado com Sindicato dos Metalurgicos

Os dois últimos meses não têm sido nada bom para as empresas do setor metalúrgico e a consequência disso são demissões em massa, redução na jornada de trabalho e Planos de Demissão Voluntária (PDV). Essas alternativas têm sido cada vez mais adotadas, principalmente pelas grandes empresas do setor para evitar o fechamento das unidades da cidade.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, as ações não são bem vindas, mas necessárias para tentar manter as empresas funcionando. “Estamos vivendo uma situação atípica desde o ano passado e não dá pra ter expectativa favorável para o próximo ano. As pequenas empresas da cidade não estão aguentando e se a grandes não tomarem decisões como essas, fica difícil até para elas”, explica Miguel Ferreira da Silva, presidente do Sindicato.

Mas no meio dessa crise toda, um acordo foi firmado para dar um fôlego, pelo menos para os funcionários da Caio Induscar. A empresa deve voltar a ter carga horária integral a partir desta segunda feira (7). A medida é um teste de recuperação e deve durar pelo menos por 30 dias. “A Caio vai ver se consegue manter a empresa trabalhando dessa forma. Se a produção não aumentar, ai não tem jeito, a jornada de trabalho será reduzida de novo”, salienta Miguel.

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Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos não vem cenário tão positivo para o próximo ano

Outro ponto positivo deste acordo entre empresa e Sindicato é a instabilidade. Até o dia 10 de janeiro nenhum funcionário poderá ser demitido. “Fizemos esse acordo para evitar a demissão de 800 trabalhadores. Essa foi a única alternativa para evitar que as demissões continuem acontecem com as empresas de nossa cidade. Nós, do Sindicato, esperamos que nesse período a empresa consiga começar a se recuperar. Nossas expectativas não são tão positivas, mas esperamos que pelo menos no início do ano as demissões parem de acontecer”, defende o sindicalista.

Só neste ano, a empresa Caio Induscar já demitiu mais de 650 funcionários e todo o setor da metalurgia dispensou, do início de 2015 até agora, mais de 3 mil pessoas. “Sabemos que o cenário se projeta favorável apenas em 2017, com mais firmeza em 2018. Até lá será difícil a todos”, finaliza Miguel.

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