Botucatu terá cinco novos radares móveis

Processo licitatório para a escolha da empresa que fará o gerenciamento dos equipamentos na cidade já foi realizado

radar-na-rafael-laurindo-11Sidney Trovão

A secretaria de Mobilidade Urbana realizou por intermédio da Copel (Comissão Permanente de Licitações) um processo licitatório que visa a escolha de uma empresa que deverá gerenciar os cinco novos radares móveis que serão colocados em Botucatu. A medida, segundo o secretário Rodrigo Fumis, visa reduzir o número de acidentes no trânsito.

De acordo com Fumis, os dados obtidos a partir da colocação de apenas um radar móvel no último mês de agosto motivaram a decisão de colocação de outros cinco equipamentos.

“O nosso radar atual entrou em operação em 1º de agosto e em apenas um mês de operação (comparando agosto de 2015 com agosto de 2016) nós reduzimos em 32% o número de acidentes. Esse dado que obtivemos com a fiscalização corroborou com nossas ações de reduzir o número de acidentes, através da aplicação da técnica de traffic calming, que é a redução de velocidade e adoção de algumas medidas, como a aplicação do radar móvel, que visam coibir tais imprudências”, explica.

Outro fator levado em conta está sendo a funcionalidade do radar comparado a outras técnicas de controle de velocidade. “A fiscalização eletrônica é mais eficiente que a lombada, porque ela pune apenas os motoristas infratores. As lombadas punem todos e até os veículos de emergência. Já o radar móvel não autua veículos de emergência devido ao seu deslocamento em serviço”, explica o secretário.

Vias perigosas serão principais alvos dos radares
rodrigo-fumis-7Sidney Trovão

O secretário de Mobilidade Urbana, Rodrigo Fumis aponta também que em algumas vias o radar faz-se muito necessário tanto durante a semana quanto aos finais de semana, uma vez que alguns condutores ultrapassam, em muito, a velocidade permitida.

“Temos trechos com ciclovia, como a Rua José Barbosa de Barros, que necessitam deste tipo de fiscalização para coibir o abuso de velocidade e garantir segurança aos ciclistas e pedestres. Nós já flagramos um caminhão a 86 km/h na [Avenida] Vital [Brasil] e um carro a 124 km/h na [Avenida] Dante [Delmanto]. São casos que colocam em risco a vida de todos, por isso esses motoristas têm que ser penalizados”, afirma Fumis, que ainda completa: “algo importante de citar é que a resolução do CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito) delimita que as vias precisam possuir apenas a placa R19, que regulamenta o limite de velocidade, para que os radares possam ser aplicados”.

Parte do valor da multas geradas é revertida ao município

Rodrigo Fumis explica que o valor das multas provenientes do radar atual é destinado ao pagamento do gerenciamento do equipamento à empresa licitada e o excedente é destinado à secretaria de Mobilidade Urbana para ser utilizado em sinalização, educação e fiscalização de trânsito. O mesmo será feito quando os novos radares estiverem em pleno funcionamento. Entretanto, ele conta que ainda não há como estimar o valor que está sendo angariado através das multas.

“Varia muito porque o recurso vem para nós a partir do momento que a pessoa paga a multa e como é algo recente (apenas três meses), muitos pagarão apenas quando forem fazer o licenciamento do veículo. Além disso, em alguns casos, cabe recurso, então, até o trâmite ser finalizado, o valor fica flutuando”.

Equipamentos têm alto custo de funcionamento

Segundo dados divulgados pelo secretário Rodrigo Fumis, o valor atual gasto por mês com o radar gira em torno de R$ 13 mil. Os cinco novos radares custarão por mês, R$ 16.260 cada. A diferença no valor se deve justamente ao fato de os novos radares poderem ser operados todos os dias da semana (incluindo fins de semana) e virem com uma tecnologia que lê as placas dos veículos, que poderá ser usada em parceria com a PM durante bloqueios. “É um investimento para a segurança da população”, sintetiza Fumis.

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