Uma visão brasileira direto daqui

Redação Diário | Diário Botucatu
BOTUCATU (SP) e a turma do #tamojunto Governada pelo PSDB, a cidade tenta recuperar sua liderança regional, tendo a frente os políticos da família Cury, atropelando os adversários que encontram pela frente

Os últimos acontecimentos que serviram para esquentar a política regional mostram que a atenção da sociedade deve estar sempre perto dos fatos e versões que surgem no pedaço de chão onde a gente vive, onde a gente mora.

É fácil para os brasileiros de qualquer lugar, protestar contra tudo o que está errado na forma que os negócios da política se impõem, enxergando com binóculo apenas os exemplos que acontecem longe de casa: lá em São Paulo, lá em Brasília, lá no Rio de Janeiro.

Primeiro foi a conquista anunciada pelo deputado Milton Monti do início das obras de um viaduto trocado por um desfavor desnecessário a um presidente da República que possui um gabinete claramente envolvido com o que há de mais podre em termos de espírito público. Depois, a presença de um político da região como beneficiário de dinheiro que saiu do caixa do setor de propinas da Odebrecht em sua prestação de contas à Justiça Eleitoral. São os casos envolvendo o deputado federal Milton Monti (PR).

O deputado federal de São Manuel sempre tenta se explicar, talvez até acredite em suas próprias justificativas para agir dessa forma na política. Foi assim que ele aprendeu. Foi assim que lhe ensinaram que um político deveria ser: eficiente e prático. E também foi assim que sua carreira deu certo até agora, participando ativamente do “é dando o que se deseja, que se recebe o que de joelhos se pede”.

Pobre política brasileira, recheada de homens e mulheres que pensam e agem assim. Mas é sempre perto de casa que os bons e maus exemplos acontecem com as convenientes vistas grossas ou aplausos discretos de quem assiste achando que é melhor não se meter, para não perder alguns amigos e não correr o risco de ficar sem espaço na roda que margeia o poder. Uma turma sempre sedutora e atraente, para quem faz negócios com dinheiro público.

As denúncias do ministério público sobre os casos da Sangari e da compra de 7 mil toneladas de asfalto da empresa Vale do Rio Novo são o peso nas costas do ex-prefeito João Cury Neto (PSDB), que já está com o pé na estrada e com outdoors esparramados em pontos de alta visibilidade, anunciando sua parceria de sucesso com o irmão mais novo Fernando Cury.

O bloqueio de bens decretado liminarmente pela Justiça torna o caso da massa asfáltica mais pesado que o da Sangari, que apesar de ter consumido quase o triplo de dinheiro em valores reais, se arrastava até agora vagarosamente, deixando a entender que seria mais um daqueles processos que não terminam tão cedo nas cortes judiciárias.

Ainda é cedo para afirmar quem é culpado e quem é inocente nesse conjunto de fatos que vem tomando conta dos debates nos meios de comunicação, nas ruas e nas redes sociais. Talvez ninguém seja inocente. Provavelmente todos somos culpados.

Cada um que defenda os seus motivos para ter feito ou não ter feito as coisas como manda o figurino. E que o eleitor cidadão, que leva a sério as escolhas que faz, possa refletir e definir – com a ajuda das informações de um claro e transparente processo judiciário – se alguém está certo, se alguém está errado, ou se tudo não passa de um conjunto de casos que fazem parte do mesmo saco de farinha onde todo mundo já se alimentou um pouco, já se acostumou até com seu sabor meio amargo.

Decididamente não está sendo uma semana das mais fáceis da história para quem acompanha de perto a política regional, vendo as duas lideranças de maior envergadura política deste pedaço do Brasil, tendo que dar explicações com a mesma desenvoltura insegura das velhas raposas, aquelas que já ocupam as manchetes de jornais desde que viraram o país de cabeça para baixo e tudo começou a despencar.

Redação Diário | Diário Botucatu
SÃO MANUEL (SP) e a confraria do #semprepresente Governada por aliados do PSDB, mas tendo a tradição e a experiência política da família Monti (PR) como sua maior representação política

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