A turma da política agora está fazendo o “rapa” nos cofres de Brasília?!

Redação Diário | Diário Botucatu
Henrique Meirelles, um ministro preocupado:
o rombo do Governo não para de crescer

Ele é o porta voz da parte mais antipática da crise política.

O ministro da fazenda Henrique Meirelles começa a dar sinais de que está ficando incomodado com o descontrole das contas públicas, causado pela falta de gestão eficiente dos cofres públicos por parte da desesperada caneta presidencial. É ele que precisa ir para a televisão e para os jornais falar de aumento de impostos para cobrir o rombo. E tomar dedo na cara em público do empresariado e da classe média.

 

Henrique Meireles, o ministro da Fazenda, hoje é um homem desesperado tentando compreender as demandas nem sempre justificáveis dos políticos para recalcular o déficit orçamentário previsto pelo governo federal para 2017 e rever a meta para 2018.

Tudo por causa da gastança desenfreada feita nos últimos 60 dias para comprar o apoio de deputados, senadores e governadores que tem influência sobre a motivação de voto dos parlamentares em relação às iniciativas de interesse político do grupo do PMDB que comanda o Palácio do Planalto.

Em Brasília, qualquer canetada coletiva – aquelas que pagam a conta dos compromissos que não podem ser revelados publicamente – significa alguns bilhões de reais a mais para o Brasil ficar devendo, uma conta sempre dividida entre todos os brasileiros.

Um governo que tem coragem de propor reformas, se intitulando avalista de um novo Brasil: apesar de não ter credibilidade suficiente para isso, aliás, nenhuma credibilidade.

Mas em Brasília o que menos importa hoje é a credibilidade, o que mais interessa é garantir o caixa de campanha para 2018.

Um governo que agora quer privatizar empresas públicas a “toque de caixa” para cobrir o rombo, como se a gente não soubesse qual é o real interesse que está por trás desse tipo de iniciativa, principalmente por saber como funciona o terceiro andar do Palácio do Planalto.

A impressão que dá – praticamente uma certeza cristalina – é que o “rapa” já começou, aliás, nunca parou, nem mesmo com a Lava Jato. A turma de Michel Temer sabe que faz parte de um governo em contagem regressiva.

O assalto aos cofres públicos está sendo feito em 2017 com a liberação a toque de caixa de obras cuja concorrência foi feita há mais de três anos. E a gente também sabe como são feitas essas concorrências de obras carimbadas de deputados combinadas com ministros, acertadas num jantarzinho entre dois assessores em qualquer corredor ou restaurante caro de Brasília.

E a gente também sabe – com todas as letras e números envolvidos (está em tudo quanto é lista de bandido que aparece nos meios de comunicação) – com quem joga no Congresso Nacional essa turma pesada que está fechadinha com o presidente Michel Temer.

Sabe desde o tempo em que ele chegou lá com pose de jurista importante em SP. E foi muito bem recebido pela turma do Sérgio Cabral, que adora ter amigo paulista importante, principalmente se for doutor ou intelectual respeitado. Mas também levou um monte de paulista da capital e do interior pra fazer parte da festa.

Do mesmo jeito que o Lula fez. Do mesmo jeito que a Dilma fez. E também aquela turma que ficava em volta do governo FHC, do governo Itamar, do governo Collor, do Governo Sarney e até da própria ditadura militar. É a mesma turma de sempre. Me desculpem os bons, mas agora precisa trocar de geração.

Tenha um bom dia.
Independente da profissão que você escolheu.

 

 

 

 

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