A SOCIEDADE FALA ALTO; OS POLÍTICOS SE CALAM.

Rebeca Selpis
50 TONS DE IPÊ.
UMA SOMBRA DE CORES NOS GALHOS EM PRETO E BRANCO
As centenas de Ipês do centro histórico de Botucatu estão aflorando. A cidade fica mais bela, mais aconchegante, com mais personalidade, quando essas belas árvores servem de pano de frente ou de fundo para os prédios que são o nosso maior patrimônio arquitetônico.
Todas as cores que o outono levou embora, de novo diante dos olhos, ao alcance das mãos.
É Botucatu antecipando o início da
Primavera, com seus indescritíveis 50 tons
de Ipês florescendo no campo e na cidade.
Aproveite o final de semana para contemplar, fotografar e admirar nossas belezas naturais.
Na semana que vem, a vida continua.
Escolha uma cor bonita pra colorir a sua.
DBPOCKETPRESS
Uma visão brasileira direto do interior paulista.

Nas redes sociais, esse território onde todo mundo tem o livre arbítrio de decidir o que quer dizer ou mostrar, aconteceu – o tempo todo, nos últimos três anos – os mais interessantes debates sobre a crise política brasileira e seus reflexos no conjunto da sociedade.

No início (2014), participavam desse debate público com mais intensidade os militantes dos partidos políticos e seus simpatizantes e ‘antagonizantes’ interlocutores cheios de razão de diversos setores da sociedade. Homens e mulheres adultos que, por convicção pessoal, crença, ideologia, salário ou benesses, atuam no entorno direto de nossas lideranças políticas municipais, regionais e nacionais.

No início, parecia um massacre. Uma multidão de um lado, apontando o dedo para o outro. Depois de dois anos (2016), a grande vitória. Sacramentada numa comédia pastelão, bem no horário nobre do Domingão do Faustão. O Brasil vibrando na frente da TV e suando frio como nas grandes finais de Copa do Mundo.

“Tchau Querida!”, era a piada da expressão mais reproduzida ao final daquele episódio. Um julgamento conveniente, travestido de problemas contábeis. Foi uma decisão necessária, hoje ninguém mais tem dúvida: era uma emergência cortar o mal pelo primeiro grande galho encontrado. O que na época ainda se imaginava que seria “cortar o mal pela raiz”.

LEDO ENGANO.
GALHO É GALHO.

Depois que o novo Querido assumiu (um presidente paulista do interior novinho em folha), começou tudo de novo. O grito do “Não sou só eu, cadê os outros?”, bradado pelos combatentes que perderam a primeira batalha, fez aparecer diante do país um galho ainda maior do negócio.

Um grupo mais antigo, mais organizado, com mais décadas de experiência no exercício do comando das mais de 150 empresas estatais brasileiras, que já comandou o governo de diversos estados, e que ocupa uma posição de liderança no Congresso Nacional: a turma do PMDB e seus velhos parceiros de sempre, esparramados por diversos partidos: uma rede enorme, cheia de peixe grande, como aquelas das boas histórias de pescaria.

A Quadrilha do Lula e a Quadrilha do Temer já foram devidamente desmascaradas. De onde saiu o dinheiro e para onde foi parar todo mundo sabe, está devidamente registrado no caixa nacional. Acabou o problema. Não tem mais mistério.

Agora é só pegar o mapa e começar a seguir o caminho do dinheiro grosso que saiu de Brasília através da assinatura destas duas quadrilhas. Pegar todas as outras, também virou tarefa das mais fáceis. É tudo uma questão de modus operandi.

Nada mais natural que quem caiu, agora queira derrubar quem ficou de pé, ainda meio cambaleante, como alguns dos líderes do resto daquela sopa de letrinhas que muda toda hora e atende pelo nome de partido político, mesmo que não comece com P.

Hoje, nas redes sociais e nas ruas, as pessoas sem filiação partidária, uma multidão de brasileiros esclarecidos e politizados, é que sustentam esse debate. Gente que não tem partido pra chamar de seu, nem vontade de ter bandido de estimação.

Prefere exercer sua indignação, ajudando a pensar um novo modelo de nação, que impeça retrocessos do tamanho que essa crise brava que o comportamento habitual da classe política nos enfiou goela abaixo sem dó.

São pessoas comuns, exercendo, com a compreensão que possuem do cenário, seu papel nessa espécie de cidadania política, que nasceu entre os brasileiros depois que a torre de babel da corrupção desabou sobre as nossas cabeças.
Os políticos, não participam da conversa. Estão fazendo o que sempre fizeram: campanha política. Estão em busca do voto de quem troca esse gesto cidadão por um benefício qualquer. Querem ser vitoriosos de novo nas eleições de 2018. Esse é o foco deles.

Estão em silêncio. Não dizem nada sobre o tema principal que interessa à audiência nacional.

No Facebook e nas outras redes sociais dos nossos políticos, o assunto não é a crise política. Só tem fotografia cheia de sorrisos que serve pra comunicar que vai chegar dinheiro em algum lugar do país, talvez até na cidade em que você more. E que o povo precisa se lembrar de agradecer votando no deputado “amigo”, aquele que “ajuda” a cidade.

É o mundo dos “pedintes”.
É a Democracia do cifrão.

#comtodasasletras
Tenha um bom dia.

Independente de como você se comporta em relação ao tema principal. E dos motivos que o fazem decidir – a cada 4 anos – quem você acredita que combina com você.