ROUBAR MENOS DE R$ 600 MILHÕES NÃO TEM RISCO.

Fora os figurões mais conhecidos da política brasileira, Rodrigo Janot também denunciou alguns dos principais líderes do PMDB, PSDB, PT, DEM, PR, PP e outros, que agora tentam desmoralizar os argumentos, a postura e o comportamento do ex-Procurador Geral da República.

Redação Diário | Diário Botucatu

Agora que o ex-Procurador Geral da República passou o cargo para a sucessora Rachel Dodge e não tem mais a presença diária firme no debate público sobre as denúncias de corrupção, os aliados do Presidente da República batem sem dó – fazem ataques covardes e incompreensíveis – sobre o homem que o Brasil acredita que realmente deu dignidade ao cargo que ocupou. Merece aplausos.

De acordo com a maioria dos membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal não há motivo, não há razão, não há sentido, não há nada que possa justificar que se tome qualquer providência em relação a tudo o que apareceu até agora escancarado em imagens na televisão e estampado nas manchetes de jornal.
Não há.

E quando se fala em norma constitucional o que vale pra um vale pra todos os brasileiros. Se é que somos mesmo todos iguais perante a lei.

Michel Temer e seus escudeiros Moreira Franco e Eliseu Padilha foram novamente acusados pela Procuradoria Geral da República (PGR), com base em 26 motivos suficientes para comprovar a responsabilidade pelos malfeitos, segundo a tropa de elite do Ministério Público Federal (MPF).

Entre eles provas materiais como vídeos, áudios, mensagens, depoimentos, fotografias e extratos bancários que mostram – em tempo real – crimes sendo executados contra os cofres públicos e acontecendo de forma ininterrupta.
Esses crimes teriam gerado – até onde se investigou até agora – cerca de R$ 600 milhões em propina para os envolvidos: o presidente do Brasil e seus dois ministros de Estado mais próximos, que pertencem ao núcleo que dirige o mesmo partido: o PMDB.

Há décadas.

Quem afirmou que os três são ladrões foi o trabalho feito por um time que era comandada até outro dia por um homem chamado Rodrigo Janot, que foi o primeiro Procurador Geral da nação brasileira a se colocar cara a cara com a sociedade para deixar claro suas razões para cumprir o que era o seu dever, a sua obrigação.
Em nome da sociedade brasileira. Que o apoiou, compreendeu a gravidade da situação. Isso é o que mostram todas as pesquisas de opinião pública.

Rodrigo Janot honrou – por tudo que até agora se viu e ouviu – o serviço que justificava a existência do seu cargo e do seu salário como servidor público. Estamos falando de um homem que chegou ao topo da sua carreira na instituição que escolheu através de concurso público.

Um homem que discutiu publicamente – com a sociedade brasileira, através dos meios de comunicação, muitas vezes em entrevistas “ao vivo” e sem cortes – cada detalhe dos fatos, das imagens, das gravações, dos depoimentos, das delações e da montanha de documentos que estão anexados ao processo.

E convenceu a opinião pública brasileira da necessidade de investigar e processar o presidente da República por corrupção.

Olho no olho.

Redação Diário | Diário Botucatu
CONGRESSO NACIONAL – BRASÍLIA (DF) – Parece que a maioria dos homens e mulheres que possuem um gabinete no Senado e na Câmara Federal acreditam que com “argumentos” inúteis, vão conseguir convencer os brasileiros de que não há motivos para fazer o que precisa ser feito. Você já verificou qual é a posição do seu deputado sobre o processo contra o presidente Michel Temer?!
No caso Aécio Neves, com a maior cara de pau, os senadores e a senadora de SP já disseram que preferem mandar tudo para o “arquivo”, sem qualquer constrangimento.

Respondendo de forma franca, natural e segura as perguntas mais claras, delicadas e objetivas que lhe foram feitas por alguns dos principais jornalistas especializados na cobertura política, jurídica e institucional da Operação Lava Jato.

Um servidor público, que foi eleito por seus pares para ser o líder da instituição que tem o dever de zelar pela boa aplicação do dinheiro público e garantir que seja utilizado apenas em benefício do conjunto do povo brasileiro.
Seus colegas acreditaram nele.

E o Brasil que pensa também.

No entanto, mais uma vez, o grupo de deputados federais que tem o dever de zelar pela constitucionalidade e pela justiça – como representantes do povo – sentenciou (com 39 votos a favor e 26 votos contra), que não há motivo para investigar o Presidente da República e seus dois principais auxiliares.

Ou melhor, o gabinete presidencial da República Federativa do Brasil.

Estamos falando dos três homens (Michel Temer, Moreira Franco e Eliseu Padilha) que tomam juntos – neste momento da história, nesta crise política sem precedentes – tomam as decisões políticas e orçamentárias que dizem respeito ao presente e ao futuro do Brasil.

Se esta República fosse um pequeno restaurante em Botucatu (SP), estaríamos nos referindo ao gerente, ao maitre e ao chef da cozinha.

No salão estariam os clientes, aqueles que pagam a conta – e tem o direito, a cada 4 anos, de trocar ou manter os três no comando do restaurante, representando os 200 milhões de brasileiros.

No resto da equipe estariam os cargos de confiança. Aqueles que não precisam de concurso. Só de QI (quem indique) e de uma canetada: todos os garçons, os lavadores de “prato (a)”, os entregadores do serviço delivery e o pessoal da limpeza.

Aliás, estes últimos, parecem ter vacilado bastante em suas funções dentro da quadrilha. Deixaram muita sujeira no caminho.

Tenha um bom dia.

Independente se no exemplo do restaurante você se sentiu como um bom cliente mal atendido ou se enxergou como parte integrante da equipe que faz um trabalho bem mau caráter– e até mal demais, pelo que já se descobriu – no exercício de suas funções.