O QUE MUDA NA POLÍTICA REGIONAL SE O PSDB RACHAR COM TEMER…

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Ex-aliados, João Cury (PSDB) e Milton Monti (PR) podem estar se afastando da mesma raia, com o possível
rompimento do PSDB com o Governo Temer, apesar da presença constante do deputado federal de São Manuel
(SP) no quintal do ex-prefeito de Botucatu (SP). Coisas da política. Coisas que talvez só “Freud” explique…

A chance dos grupos do deputado federal Milton Monti (PR) e do ex-prefeito João Cury Neto, que vão se enfrentar pela primeira vez no contexto regional com suas principais estrelas, correm menos risco de dividir o mesmo palanque nas eleições de 2018.

Se o PSDB de Geraldo Alckmin não quiser o PMDB de Michel Temer por perto, ajuda até a desenhar melhor o cenário político na região de Botucatu. Por causa das influências dos senadores tucanos José Serra e Aloisio Nunes Ferreira (aliados de Temer) no PSDB da região de Botucatu, está tudo meio embaralhado na cabeça do eleitor. Quem é quem?!

A situação de João Cury é a mais indigesta. Foi coordenador da campanha de Aécio Neves no interior de SP em 2014, é aliado histórico do grupo do senador José Serra, ao mesmo tempo em que ocupa um dos cargos de maior projeção no governo paulista.

O jovem ex-prefeito de Botucatu também vai ter que escolher um lado, se quiser se firmar como liderança dentro do PSDB paulista. Estrela e voto já mostrou que tem. A questão agora é ver se possui sabedoria política para entender o momento.

Para o deputado federal Milton Monti, não muda nada. Ele é aliado de Michel Temer desde o tempo em que João Cury ainda usava calças curtas. Seu lado já está bem definido desde que entrou na política como candidato a prefeito de São Manuel, em 1.982.

Mas talvez ainda seja muito cedo para entender o que vai acontecer na política regional e na política brasileira até as eleições de outubro de 2018. Tem muita água ainda pra passar debaixo dessa ponte que liga o interior paulista ao resto do Brasil. (PM)

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