O mundo machista da política e a sucessão presidencial

Apenas uma mulher, a ex-senadora Marina Silva, frequenta o ambiente eleitoral em 2018.

Pedro Manhães

Análise Política & Sociedade

Quase todos os presidenciáveis brasileiros são homens, representantes do tradicional mundo machista da política nacional. Quase todos também, fazem parte de partidos políticos que são questionados pela esmagadora maioria da sociedade brasileira. Todos querem mostrar que não foram contaminados pelo sistema apodrecido e afirmam ser a mudança que o eleitor brasileiro exige.

Estamos vivendo a mais vibrante pré-temporada eleitoral desde 1.989, quando o Brasil voltou a ter eleições diretas para escolher o Presidente da República. Uma dúzia de nomes ainda permanecem na corrida, que deve ter o número de cavalinhos reduzido conforme se aproximam as convenções partidárias, que devem oficializar quem serão os gregos e quem serão os troianos nessa batalha eleitoral.

Através das redes sociais o bombardeio é diário. Toda hora um filminho novo mostra uma faceta ensaiada de quem pretende ter seu número na urna eletrônica em outubro de 2018. Peças publicitárias que mostram os presidenciáveis em ação, recebendo abraços e demonstrando confiança para conquistar a simpatia do eleitor-internauta.  Cada um com sua estratégia e com seu personagem, devidamente moldado pelos marketeiros de plantão.

Paralelamente, os cabos eleitorais digitais esparramam pela web argumentos a favor de seus escolhidos e xingamentos e agressões contra aqueles que não tem sua simpatia. É neste ambiente de profunda hostilidade que a sucessão presidencial se desenrola. É nesta conjuntura explosiva e repleta de paixões que o país vai viver sua eleição mais tensa: aquela que acontece sob a sombra da Operação Lava Jato.

Pressionados pelos números das mais recentes pesquisas eleitorais, alguns partidos ainda avaliam se é mais interessante entrar no páreo com um nome próprio, ou mais vantajoso engordar o lastro político de alguma candidatura capaz de voar com mais desenvoltura. Os mais variados interesses estão em jogo. O que está na bandeja é o domínio do poder central e o comando de todos os estados da federação. É muita coisa.